- A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet afirmou que o Brasil chegou a um ponto crítico nas contas públicas e não há espaço para adiar o ajuste fiscal.
- Em entrevista ao Amarelas On Air, da VEJA, ela disse que “a água bateu no nariz” e que é preciso escolher entre fiscalizar gastos ou continuar com gastos sem freio.
- Ela defende que o equilíbrio das contas deixou de ser opção e se tornou necessidade imediata, com foco em reduzir gastos sem comprometer políticas sociais.
- Tebet afirmou que o ajuste não pode vir pelo aumento da carga tributária, defendendo revisão de despesas e benefícios sem justificativa e melhoria na qualidade do gasto.
- A ex-ministra acrescentou que o debate fiscal costuma ser visto como oposição à agenda social e que o equilíbrio é essencial para crescimento sustentável, estabilidade econômica e poder de compra; a entrevista vai ao ar no VEJA+ na segunda-feira, 28, às 21h.
Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento, afirmou que o Brasil chegou a um ponto crítico nas contas públicas e não há mais margem para adiar o ajuste fiscal. Em entrevista ao programa Amarelas On Air, da revista VEJA, a pré-candidata ao Senado insistiu que a água bateu no nariz.
Ela defende equilíbrio entre responsabilidade com gastos e justiça social, afirmando que o país precisa avançar no controle de despesas sem abandonar direitos. Segundo Tebet, há espaço para corrigir distorções tanto na receita quanto nas despesas, preservando políticas públicas essenciais.
A ex-ministra destacou que o momento exige mudança de foco após a recomposição de programas públicos. O próximo ciclo, na visão dela, deve priorizar a consolidação fiscal, com contenção sem retirar direitos.
Ponto central do ajuste fiscal
Tebet ressaltou que o ajuste não deve vir pelo aumento da carga tributária. O caminho, segundo a dirigente, passa por revisar despesas e benefícios sem justificativa, além de melhorar a qualidade do gasto público. Também apontou as renúncias fiscais como tema a reavaliar.
Ela ainda avaliou que o debate fiscal é frequentemente tratado de forma equivocada, como se fosse oposição à agenda social. Para a ex-ministra, equilíbrio das contas sustenta crescimento, estabilidade e poder de compra.
A entrevista será exibida na íntegra no VEJA+, nesta segunda-feira, 28, a partir das 21h.
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