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Subir custo das empresas é inviável e fim da escala 6×1 exige debate

Luiza Trajano afirma que fim da escala 6×1 exige negociação ampla entre empregadores e trabalhadores, equilibrando produtividade, salários e descanso

Luiza Trajano sobre proposta de fim da escala 6x1: Teria que sentar na mesa e ver o que é para os dois lados
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  • Luiza Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza, afirma que subir custos é inviável e reduzir salários não é bom, mas defende que o trabalhador também precisa de dias de descanso e que é preciso sentar para debater.
  • O Magazine Luiza é destacada como a maior varejista de departamentos do país, com faturamento de R$ 47,277 bilhões em 2024, cerca de 37 mil empregados e 1.245 lojas.
  • O fim da escala 6×1 continua em debate, com propostas para reduzir a jornada para até quarenta horas semanais sem cortar salário; o governo enviou projeto de lei, e há duas PECs em tramitação no Congresso (Erika Hilton e Reginaldo Lopes).
  • Associações do setor ressaltam impactos negativos, como aumento de custos e inflação; a Confederação Nacional do Comércio estima 31,5 milhões de trabalhadores diretamente afetados, especialmente em serviços e comércio.
  • Dados e estudos mostram que 14 milhões trabalham na escala 6×1 e 26,3 milhões de celetistas não recebem horas extras; estudo da Cesit/Unicamp aponta potencial de até 4,5 milhões de empregos e ganho de produtividade de cerca de 4% com a redução para 36 horas.

Luiza Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza, afirmou que subir custos das empresas é inviável e que reduzir salários não é adequado, embora destaque a necessidade de jornadas que incluam dias de descanso. A executiva aponta que qualquer mudança exige negociação entre empregadores e trabalhadores.

A Magazine Luiza atua há mais de três décadas sob a liderança de Trajano. A empresa figura entre as maiores do varejo brasileiro, com faturamento próximo a 47,3 bilhões de reais em 2024, segundo ranking do IRRTT. A companhia emprega cerca de 37 mil pessoas e soma 1.245 lojas.

Trajano reforça que a redução de jornada e o aumento da produtividade devem ser discutidos de forma equilibrada. Ela ressalta a dupla jornada de trabalhadoras e a necessidade de soluções que respeitem o lado do operário, mantendo a competitividade global.

Discussão sobre o fim da escala 6×1

O tema tem ganhado destaque no Congresso e no governo. O projeto do governo prevê a redução da semana para 40 horas sem redução salarial, com dois dias de descanso. A proposta também indica coincidência entre descanso e fins de semana, ressalvadas particularidades de cada atividade.

Além do PL, há duas PECs em tramitação na CCJ da Câmara. Ambas defendem jornadas de 36 horas semanais, com prazos de adaptação: um de 1 ano, o outro de 10 anos. As propostas já mobilizam entidades do setor produtivo, que apontam impactos como aumento de custos e inflação.

Estimativas oficiais apontam que cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6×1, incluindo trabalhadores domésticos, segundo dados do governo. Aproximadamente 26,3 milhões de celetistas não recebem horas extras, indicando longas jornadas em muitos setores.

#### Impactos e motivações

Defensores da mudança argumentam que menos horas podem melhorar a qualidade de vida e reduzir afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho. Em 2024, houve alta de afastamentos por questões psicossociais. A proposta visa também reduzir desigualdades no mercado de trabalho, sobretudo entre trabalhadores de menor renda.

Um estudo da Unicamp sugere que a redução da jornada de 44 para 36 horas poderia gerar milhões de empregos adicionais e elevar a produtividade, conforme divulgação recente pela Secom. A expectativa é de ganhos variados conforme o setor e a região.

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