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Superquarta define última decisão de Powell no Fed, em meio à pressão de Trump

Powell encerra mandato de oito anos no Federal Reserve; Warsh pode assumir o comando já na próxima reunião, com investigação sobre a sede encerrada

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. — Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
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  • Jerome Powell encerra seu mandato como presidente do Federal Reserve em quinze de maio, após oito anos, e pode permanecer como membro do conselho até janeiro de dois mil e vinte e oito.
  • Com Powell fora, o economista Kevin Warsh surge como provável nome à frente do Fed na próxima reunião, marcada para os dias dezesseis e dezessete de junho, avaliada pelo Senado nesta quarta-feira.
  • Donald Trump intensificou as pressões sobre Powell, defendendo cortes de juros e proferindo xingamentos; a investigaçao sobre custos da reforma da sede do Fed foi encerrada pelo Departamento de Justiça na última sexta-feira.
  • A investigação, que questionava se Powell mentiu ao Congresso sobre custos da reforma, foi encerrada; o projeto da reforma da sede foi estimado em cerca de US$ dois e meio bilhões.
  • A taxa básica de juros está entre três e cinquenta por cento e três e setenta e cinco por cento ao ano; o mercado aguarda os rumos da política monetária após a saída de Powell.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, encerrará seu mandato como presidente nesta terça-feira, 15 de maio, após oito anos no comando. A última reunião de decisão de juros dele está marcada para esta semana, antes da possível nomeação de Kevin Warsh para liderar o Fed na próxima reunião, em 16 e 17 de junho. A confirmação de Warsh depende de avaliação no Senado.

Powell tenta manter a estabilidade da política monetária em meio a pressões. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou publicamente o desempenho da instituição e já indicou desejo de cortes de juros. A relação entre Powell e o governo ganhou contornos de tensão nos últimos meses.

Powell continua ocupando cadeira na diretoria do Fed, com término previsto apenas em 2028. A análise histórica cita desafios como a pandemia, a guerra entre Rússia e Ucrânia e tensões no Oriente Médio, cenários que influenciam inflação e decisão de juros.

Fim da investigação

O Departamento de Justiça encerrou, na última sexta-feira, a apuração sobre os custos da reforma da sede do Fed. A decisão, anunciada pela procuradora federal, reduz um entrave à confirmação de Warsh no comando do banco central.

A apuração havia sido usada por críticos para questionar a gestão de Powell. O senador Thom Tillis ameaçou bloquear nomeações até o encerramento da investigação. Não houve acusações formais atribuídas a Powell.

Nesta quarta-feira, a expectativa do mercado é de manutenção da taxa básica, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. O foco passa a ser a condução da política monetária brasileira pelos próximos meses, com o rodízio de liderança no Fed em pauta.

Fonte: Reuters

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