- O governo deve anunciar ainda nesta semana o programa Desenrola, que permitirá usar o FGTS para renegociação de dívidas.
- Descontos de até 90% podem ser oferecidos aos endividados, com objetivo de reduzir a inadimplência no país.
- O ministro da Fazenda e o programa buscam estimular a recuperação da economia em cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de queda.
- Para o professor Pedro Leão Bispo, da Fundação Getulio Vargas, a medida pode ajudar, desde que o trabalhador saiba aproveitá-la de forma responsável.
- Especialistas ressaltam que é preciso melhorar educação financeira e planejamento do uso do crédito para evitar endividamento futuro.
O governo federal deve anunciar ainda nesta semana o programa Desenrola, que permite usar o FGTS para renegociar dívidas. Descontos de até 90% podem ser oferecidos para quitar débitos, com foco em reduzir a inadimplência no país.
O Ministério da Fazenda informou que o anúncio está previsto para ocorrer nos próximos dias. A proposta utiliza o saldo do FGTS do trabalhador como instrumento de regularização de dívidas, em cenário de juros ainda elevados.
Para o professor Pedro Leão Bispo, da FGV, a medida pode ser relevante desde que o consumidor saiba usar. Ele destaca o caráter excepcional da ação para estimular a economia em meio à estagnação.
Implicações econômicas
O pesquisador destaca que o FGTS rende cerca de 4% ao ano, enquanto dívidas podem chegar a 15% a 18% ao mês. A transferência de recursos pode ser útil, desde que haja planejamento financeiro familiar.
Além disso, o especialista aponta que mudanças estruturais são necessárias para reduzir a inadimplência de forma sustentável. Educação financeira e orientação sobre uso do crédito devem acompanhar a medida.
Entre na conversa da comunidade