- A Anbima selecionou vinte propostas para o piloto de tokenização, com foco em debêntures e fundos de investimento.
- Os testes serão realizados em uma rede de registro distribuído (DLT) privada e permissionada, sem movimentação de dinheiro real nem participação de investidores.
- A divisão das propostas: dez vão testar fundos e debêntures na mesma infraestrutura, sete debêntures nativamente digitais e três fundos de investimento por meio de contratos inteligentes.
- Participantes incluem Itaú Unibanco, BTG Pactual, B3, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Santander, Banco BV, Banco Inter, Safra, BNP Paribas, Mercado Bitcoin, Ripple Brasil, IBM, BBChain, Liqi Digital Assets, Núclea, VERT Capital, Laqus e demais instituições em consórcios.
- Os testes devem terminar em outubro, com avaliação de novos pilotos conforme os resultados. Segundo o diretor Eric Altafim, a fase busca mapear gargalos operacionais e criar referências para o desenvolvimento da tokenização no mercado de capitais.
A Anbima selecionou 20 propostas para um piloto de tokenização no mercado de capitais, com foco inicial em debêntures e fundos de investimento. O objetivo é testar, na prática, se a tecnologia pode atuar como infraestrutura para ativos regulados. O projeto não envolve dinheiro real nem investidores neste estágio.
Os testes ocorrerão em uma rede DLT privada e permissionada, coordenada pela própria associação. Em debêntures, os ativos serão emitidos e geridos na rede; em fundos, contratos inteligentes irão automatizar processos. Busca-se evidências técnicas antes de decisões sobre governança e padronização.
Ao longo do piloto, a integração entre fundos e debêntures será avaliada, simulando etapas do ciclo de vida dos ativos: estruturação, emissão, transferência e liquidação. A iniciativa pretende mapear gargalos operacionais e apoiar referências comuns para a tokenização no mercado.
Participantes e foco técnico
Entre os selecionados, entram bancos como Itaú Unibanco, BTG Pactual, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander, além de B3, BV, Inter, Safra e Mercado Bitcoin. Também aparecem BNP Paribas, Ripple Brasil, IBM, Laqus e outras instituições em consórcios.
A divisão de propostas prevê: 10 conjuntos de fundos e debêntures operando na mesma infraestrutura; 7 voltadas exclusivamente a debêntures digitais; e 3 explorando fundos de investimento via smart contracts. O conjunto total visa avaliar cenários variados de uso da tecnologia.
Cronograma e próximos passos
Os testes devem ser concluídos em outubro. Dependendo dos resultados, a Anbima pode abrir novos pilotos voltados a outras categorias de ativos e ampliar a experimentação em escala regulada. A iniciativa pretende consolidar referências técnicas para o ecossistema.
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