- Copom reduz Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano, no segundo corte do ciclo iniciado em março.
- Decisão ocorreu nesta quarta-feira e foi amplamente precificada pelo mercado; levantamento do Valor apontou 114 de 122 instituições estimando o recuo para 14,50%.
- Na reunião anterior, o comitê destacou incerteza por conflitos no Oriente Médio e sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade.
- No cenário externo, o petróleo segue acima de US$ 100 o barril, com impactos da abertura do Estreito de Ormuz e maior incerteza global sobre inflação.
- Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a meta de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, citando incerteza relacionada aos desenvolvimentos no Oriente Médio.
O Copom reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão ocorreu nesta quarta-feira e marca a segunda queda consecutiva desde o início do ciclo de afrouxamento, em março. O aperto foi amplamente esperado pelo mercado.
Na divulgação de hoje, 114 das 122 instituições consultadas pelo Valor previam o recuo para 14,50% ao ano. Outras cinco avaliavam manutenção, e duas estimavam um corte maior, de 0,50 p.p. A decisão reforça o viés de acomodação monetária no curto prazo.
O ambiente externo com petróleo elevado e tensão no Oriente Médio influenciou a avaliação do Copom na reunião anterior. O conflito, com bombardeios e negociações entre Irã e EUA, alimenta incertezas sobre preços globais de energia e atividade econômica.
No Brasil, as pressões inflacionárias continuam elevadas nas projeções. O Focus aponta alta da inflação este ano, com mediana subindo de 4,10% para 4,86%. Em 2027, a projeção vai de 3,8% para 4%, e em 2028, de 3,5% para 3,61%.
Ainda hoje, o Federal Reserve manteve a taxa de 3,50% a 3,75% ao ano pela terceira reunião seguida. O banco central americano destacou a incerteza econômica decorrente dos acontecimentos no Oriente Médio e de seus impactos nos mercados.
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