- Em janeiro, as apostas online faturaram R$ 2,2 bilhões, alta de 44,4% ante janeiro de 2024.
- O estudo aponta que o segmento se consolidou como mercado relevante, impactando o varejo e serviços digitais.
- No ano passado, 25,2 milhões de CPFs únicos apostaram em plataformas autorizadas, com 100,8 milhões de contas ativas.
- O Gross Gaming Revenue (GGR) do setor regulado somou R$ 36,96 bilhões em 2024, com R$ 4,53 bilhões em destinações legais.
- A FecomercioSP destaca riscos de operação irregular em plataformas não regulamentadas e cita avanços regulatórios, como autorização prévia da SPA e uso do domínio bet.br.
O faturamento das empresas de apostas online atingiu 2,2 bilhões de reais em janeiro, segundo a FecomercioSP. O estudo aponta crescimento de 44,4% ante o mesmo mês de 2025, representando a segunda maior alta da série da PCSS.
Na avaliação da FecomercioSP, o setor consolidou-se como mercado relevante para a economia digital, com reflexos sobre serviços e varejo. Em janeiro de 2025, o faturamento ficou em 1,5 bilhão de reais.
A entidade destaca que, a partir deste ano, passa a acompanhar a atividade na PCSS para acompanhar o ritmo de crescimento e os impactos sobre o varejo e os serviços tradicionais.
Dados do mercado regulado
Estimativas do Banco Central indicam que, por meio de transações via Pix, os fluxos mensais para plataformas de apostas oscilaram entre 18 e 21 bilhões de reais em 2024. O valor refere-se ao volume bruto, não à receita líquida do setor.
Dados da SPA, ligada ao Ministério da Fazenda, mostram que em 2024 houve 25,2 milhões de CPFs únicos apostando em plataformas autorizadas, com 100,8 milhões de contas ativas. O GGR do mercado regulado somou 36,96 bilhões de reais.
A FecomercioSP aponta duas tendências: crescimento de receitas no setor de serviços e, ao mesmo tempo, possível deslocamento de renda, pressionando o orçamento familiar diante de juros altos e crédito restrito.
Regulação, riscos e fiscalização
Parte das operações ainda ocorre em plataformas não regulamentadas, muitas sediadas no exterior, o que aumenta riscos aos consumidores. A falta de proteção de dados e de mecanismos de resolução de conflitos é mencionada pela FecomercioSP.
A entidade ressalta que a atuação irregular dificulta a fiscalização, afeta a arrecadação e eleva riscos de lavagem de dinheiro e evasão regulatória. O marco regulatório tem avançado para ampliar fiscalização e proteção ao consumidor.
A agenda regulatória SPA 2025-2026 prevê reforçar a fiscalização, revisar o regime sancionador e ampliar instrumentos de proteção ao consumidor, incluindo mecanismos de impedimento de apostas e apoio a familiares em situação de ludopatia.
Medidas de proteção e educação financeira
Medidas como o Sistema Centralizado de Autoexclusão ganham relevância para bloquear o acesso voluntário às apostas. Parcerias com Senacon, Ministério da Justiça e UnB promovem educação financeira e prevenção do endividamento.
O governo também tem promovido o bloqueio de sites irregulares, reforçando o controle do mercado. Ao mesmo tempo, a Agenda regulatória busca ampliar instrumentos de proteção ao consumidor e evitar impactos sociais negativos.
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