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Bolsas da Europa recuam com alta do petróleo e decisões de BCs no radar

Mercados europeus fecham em queda com alta do petróleo e esperas para Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra e Federal Reserve; Adidas e UBS sobem, Deutsche Bank recua

Foto: Luke MacGregor/Bloomberg
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  • Bolsas da Europa fecharam em queda: Stoxx 600 caiu 0,65%, DAX recuou 0,27%, FTSE 100 caiu 1,16% e CAC 40 teve baixa de 0,39%.
  • O petróleo avançou, com o Brent acima de US$ 117 por barril, alimentando preocupações sobre inflação e crescimento.
  • O mercado aguarda decisões de política monetária: o Federal Reserve (Fed) responde nesta tarde, e bancos centrais europeu (BCE) e britânico (BoE) devem se pronunciar amanhã.
  • O Bank of America projeta que o BCE manterá as taxas, com altas de 0,25 ponto em junho e julho e cortes em 2027; também prevê BoE estável, com foco na votação, possivelmente com duas altas neste ano.
  • Na temporada de balanços, Adidas subiu 8,93% com lucro operacional acima das estimativas, UBS avançou 3,55% com lucro líquido acima do esperado, enquanto Deutsche Bank caiu 1,76% mesmo apresentando maior lucro da história.

Os principais índices europeus fecharam em queda nesta quarta-feira (29), com o petróleo em alta impulsionando temores inflacionários e de crescimento. O relatório também cita o impasse entre EUA e Irã como componente de risco para os mercados.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,65%, para 602,64 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,27% e fechou em 23.954,56 pontos. O FTSE 100, de Londres, caiu 1,16% para 10.213,11 pontos. O CAC 40, de Paris, teve queda de 0,39%, fechando em 8.072,13 pontos.

Mercados sob pressão com petróleo e decisões de bancos centrais

O Brent ultrapassou US$ 117 por barril, sustentado pela ausência de sinais de desescalada no Estreito de Ormuz. O Wall Street Journal reportou que o presidente dos EUA, Donald Trump, orientou assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado do Irã.

Essa alta de energia pressionou rendas de títulos soberanos europeus nas máximas de três semanas. Em paralelo, o mercado acompanha a agenda de decisões de política monetária, com o Fed divulgando o parecer de política mais tarde. Espera-se que o BCE mantenha juros, com possibilidade de aumentos de 0,25 p.p. em junho e julho, segundo o Bank of America.

Os analistas do BofA também projetam manutenção de juros pelo BoE, com foco na votação prevista para ser dividida. O cenário-base aponta duas altas neste ano, possivelmente apenas uma, seguido por cortes em 2025.

Entre as ganho de peso corporativo, a Adidas subiu 8,93% após superar as expectativas de lucro operacional. O UBS avançou 3,55% com lucro líquido acima do previsto. Já o Deutsche Bank caiu 1,76% mesmo com o maior lucro anual da história da instituição.

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