- Brasil permanece em segundo lugar no ranking global de juros reais, com taxa projetada em 12 meses em 9,44%, atrás da Turquia (10,3%).
- O Brasil mantém essa posição pela nona vez consecutiva, mesmo após o Banco Central reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual em duas reuniões.
- A Selic passou a 14,50% ao ano com os cortes recentes.
- Juros reais refletem a diferença entre juros nominais e inflação, indicando o ganho ou custo efetivo de manter dinheiro no bolso.
- O levantamento foi feito pelo economista-chefe Jason Vieira, da Lev DTVM, e compara países emergentes, com Rússia, Argentina, México, Indonésia e África do Sul abaixo do Brasil.
O Brasil permanece em 2º lugar no ranking global de juros reais, mesmo com o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. A taxa projetada para os próximos 12 meses recuou de 9,50% para 9,44% após a última reunião de política monetária.
Após as reduções de 0,25 p.p. ocorridas em duas sessões, a taxa Selic segue em 14,50% ao ano. Os juros reais seguem acima da inflação, refletindo o poder de compra do dinheiro no curto e médio prazo.
O cálculo utiliza a inflação para descontar o efeito dos juros nominais. O levantamento foi elaborado pelo economista-chefe da Lev DTVM, Jason Vieira, com base em dados oficiais e projeções de mercado. A Turquia continua à frente, com 10,33% de juros reais.
Contexto global
Entre os emergentes, Brasil fica atrás apenas da Turquia no quesito juros reais. Países como Rússia, Argentina, México, Indonésia e África do Sul apresentam índices menores, conforme o estudo citado.
Juros nominais em destaque
No ranking de juros nominais, o Brasil ocupa a 4ª posição, com a Selic em 14,50%. Mesmo assim, o juro-base brasileiro permanece inferior ao observado na Turquia, na Argentina e na Rússia.
Entre na conversa da comunidade