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Brasil protegido abre caminho para Selic de 12%, diz economista do Morgan Stanley

Morgan Stanley projeta Selic em 12% ao final do ano, com cortes de 0,5 pp a partir de junho; Brasil estaria protegido do choque do petróleo, afirma Ana Madeira

Ana Madeira, economista-chefe do Morgan Stanley
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  • Ana Madeira, economista-chefe do Morgan Stanley, afirma que o Brasil está protegido do choque do petróleo e que o risco de inflação fica maior no segundo semestre.
  • Ela projeta cortes de 0,5 ponto percentual na Selic a partir de junho, levando a taxa para 12% no fim do ano.
  • O Morgan Stanley mantém a expectativa de corte de 0,25 pp na reunião de 29 de abril, conforme o consenso, com o ciclo de cortes ainda a partir de junho.
  • A visão é de que o espaço fiscal e a formação da política de preços da Petrobras ajudam a diluir a volatilidade, mas o risco inflacionário permanece no segundo semestre.
  • A economista também aponta que a eleição presidencial não deve ser fator determinante para a condução da política monetária, com o câmbio ficando estável e a atividade econômica estimada em crescimento de cerca de 2% neste ano.

O que aconteceu: Ana Madeira, economista-chefe do Morgan Stanley, afirma que o Brasil está protegido do choque do petróleo e pode encerrar 2026 com a Selic em 12% ao ano, após cortes de 0,5 ponto percentual a partir de junho. A projeção contrasta com o corte de 0,25 pp já anunciado pelo Copom em 29 de abril, passando a 14,5% ao ano.

Quem está envolvido: Ana Madeira, economista-chefe do Morgan Stanley, e o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Madeira tem passagem pelo Bank of America em São Paulo e pelo HSBC no Brasil, trazendo visão externa sobre a condução da política monetária brasileira.

Quando e onde: a decisão de abril ocorreu na reunião do Copom em 29 de abril. A projeção de cortes de 0,5 pp passa a valer a partir da próxima reunião do Copom, prevista para junho, com o cenário de fechamento da Selic em 12% ao fim de 2026.

Por que isso ocorre: segundo Madeira, o impacto do choque do petróleo é mais contido no Brasil, especialmente pela posição fiscal e pela política de preços da Petrobras, que dilui a volatilidade. O risco de inflação fica concentrado no segundo semestre, o que sustenta cortes adicionais a partir de junho.

Por que o cenário externo e fiscal favorece cortes mais recentes

A economista destaca que o BC agiu com serenidade ao iniciar o ciclo de cortes, após resistir a pressões de mercado no fim de 2025. A calibragem aponta para manter a inflação sob controle, mesmo diante de incertezas geopolíticas.

A projeção para 2026 também depende de fatores externos, como o preço do petróleo. Se houver melhora sustentável, pode haver cortes de 0,5 pp no segundo semestre, caso contrário o ritmo pode permanecer em 0,25 pp.

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