- O valor de venda da sede histórica da Telefónica, na Gran Vía de Madrid, recuou, com ofertas próximas de 150 milhões de euros contra expectativa de quase 300 milhões.
- O Ayuntamiento de Madrid informou aos potenciais compradores a dificuldade de mudar o uso do edifício, que hoje tem autorização para dotacional de infraestruturas privado.
- Técnicos municipais disseram que a transformação para uso residencial ou terciário é complexa, levando os interessados a reduzir as ofertas.
- Entre os interessados, apenas Rafael Serrano (Prime Investors Capital), Terralpa e a família Ardid passaram para a segunda fase do processo.
- A Rothschild conduz o processo de venda; se as propostas permanecerem baixas, pode haver acordo para manter a negociação até que haja mudança de uso viável e monetização da operação.
O processo de venda da sede histórica da Telefónica, em Gran Vía, Madrid, ganhou entraves municipais que reduzem o interesse de potenciais compradores. O município informou aos interessados sobre dificuldades para mudar o uso do prédio 28, dificultando a operação.
Telefónica lidera a operação, com Rothschild assessorando a venda. Em janeiro, ofertas iniciais chegaram a cerca de 250 milhões de euros, próximas de 10.000 euros por m². Atuais propostas são avaliadas entre 150 milhões e 5.000 euros por m², segundo fontes do mercado.
O imóvel, hoje autorizado como infraestrutura privada, enfrenta obstáculos para migrar a uso residencial ou terciário. Técnicos do Ayuntamiento apontam a complexidade de uma mudança tão radical, elevando o risco para compradores e para a própria transação.
Sobre o prédio e o contexto da venda
Construído entre 1926 e 1929, o edifício já foi o mais alto da Espanha. Hoje abriga espaços expositivos e a Fundação Telefónica, enquanto a empresa transferiu atividades para o campus Distrito Telefónica.
A venda faz parte de um ajuste estratégico da Telefónica, sob a liderança de Marc Murtra, visando reduzir dívida e concentrar ativos. Ao todo, a empresa já realizou mais de 4.700 saídas de funcionários e revisa participação em BBVA.
Se as ofertas não atingirem o nível esperado pela empresa, pode haver acordo com o comprador para manter a operação até viabilizar a mudança de uso. A percepção de risco, porém, tem recortado o valor das propostas.
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