- O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, responsabilizou Lula pelo crescimento do endividamento familiar e dos juros, dizendo que o governo estimulou o consumo em vez da poupança.
- As falas foram feitas na quarta-feira, 29, durante a visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
- Caiado afirmou que, em um eventual governo dele, o Banco Central continuará independente e que a instituição é “efeito, não é a causa” dos juros altos.
- Ele disse não haver condições morais e políticas para o atual governo se manter, acusando Lula de gastar irresponsavelmente.
- O ex-governador disse que a alta dos juros decorre de um governo gastador e citou estar avaliando nomes para conduzir seu plano econômico, ainda sem escolher quem ficará à frente.
O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, responsabilizou o presidente Lula pelo aumento do endividamento familiar e dos juros no Brasil, afirmando que o governo estimulou o consumo em detrimento da poupança. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 29, durante visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
Caiado questionou as causas do crescimento do endividamento, atribuindo a responsabilidade ao governo federal. Ele afirmou que o consumo induzido pelo governo levou famílias a recorrerem ao crédito consignado e a empréstimos com taxas elevadas, chegando a números considerados inaceitáveis.
O ex-governador de Goiás defendeu que o Banco Central permaneça independente em seu eventual governo e disse que a alta dos juros decorre do perfil gastador da gestão atual. Segundo ele, o BC é um “efeito, não a causa” da elevação das taxas.
Ao comparar o Banco Central a um termômetro, Caiado afirmou que não se pode responsabilizar a instituição pela situação econômica. O político disse que, no momento, é preciso estimular equilíbrio financeiro e poupança entre a população, sem apontar culpados específicos.
Caiado comentou ainda que está ouvindo nomes da economia para compor o seu plano para o setor e que ainda não houve definição sobre quem conduzirá essa agenda caso seja eleito. O tom era de defesa de políticas de contenção de gastos e responsabilidade fiscal.
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