- Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,5% ao ano, em decisão unânime.
- O diretor Rodrigo Alves Teixeira não participou das decisões por falecimento de familiar em primeiro grau.
- O colegiado manteve tom de cautela, ressaltando a inflação, as expectativas e o cenário externo, buscando convergência da inflação à meta.
- A trajetória da Selic acompanha um ciclo de altas até 2025, seguido de cortes, com o último ajuste anterior já reduzindo a taxa para 14,75% em março de 2026.
- O Copom projeta inflação de 4,6% no fim de 2026 e 3,5% no fim de 2027, e diz que próximos ajustes dependerão de dados econômicos e de fatores externos.
O Copom do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,5% ao ano. A decisão foi anunciada após a reunião dos diretores e ocorreu de forma unânime. Um dos diretores, Rodrigo Alves Teixeira, não participou das sessões por falecimento de familiar em primeiro grau.
A autoridade monetária manteve tom cauteloso diante da inflação, das expectativas de preços e do cenário externo. O comunicado reforça que a medida é compatível com a convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante, sem comprometer a estabilidade de preços.
O Copom destaca que a Selic segue elevada, mantendo limitadas as condições de crédito, consumo e investimento. O objetivo é suavizar flutuações da atividade econômica e buscar o pleno emprego, conforme o comunicado oficial.
Trajetória recente da Selic
A decisão ocorre após um ciclo de juros altos, iniciado em 2021, quando a taxa atingiu patamares próximos a 9,25% ao ano. Em 2022, a Selic subiu para 13,75% e permaneceu nesse patamar até 2024, quando começou a reduzir gradualmente, chegando a 10,5%.
Em 2025, houve nova alta para 15% ao ano, mantendo-se nesse patamar por parte do período. Em março de 2026, o Copom já havia reduzido a Selic em 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, com decisão unânime.
O que esperar a seguir
Com a nova queda, a Selic fica em 14,5% ao ano, ainda restritiva. Os próximos passos do Copom dependerão dos dados de inflação, das expectativas e de condições externas. O mercado acompanha sinais sobre eventuais novos ajustes na taxa.
Reações e impactos no mercado
A decisão influencia renda fixa, custo de crédito, câmbio e bolsas. Investidores monitoram o tom do comunicado e as projeções de inflação, bem como as possíveis mudanças no cenário internacional e seus efeitos nos preços.
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