- Governo dividirá o pacote entre medidas de combate ao endividamento e novas linhas de crédito; crédito para motoristas será anunciado separadamente do Desenrola 2.0.
- A nova etapa do Desenrola, voltada à renegociação de dívidas, será lançada na próxima segunda-feira; o detalhamento ficará a cargo do Ministério da Fazenda.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve adiantar as diretrizes do programa em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na quinta-feira.
- Inicialmente, o governo tratará do endividamento das famílias e, depois, anunciará medidas voltadas ao crédito para investimento, incluindo categorias como taxistas e caminhoneiros.
- Em renegociação, o FGTS poderá ser usado para quitar débitos, com até 20% do saldo para trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos; estimativa inicial é de R$ 4,5 bilhões, podendo chegar a até R$ 8 bilhões, com restrições para apostas online.
O governo confirmou que o crédito para motoristas será anunciado separado da fase atual do programa Desenrola 2.0. A medida divide o pacote entre ações de combate ao endividamento e incentivos ao crédito.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que haverá um momento dedicado a resolver o endividamento e outro a estimular investimentos, mantendo a economia aquecida. A ideia é combinar alívio imediato com dinamização de crédito.
O Desenrola 2.0 terá, na primeira etapa, foco na renegociação de dívidas. O lançamento está previsto para a próxima segunda-feira, com o detalhamento das medidas a cargo do Ministério da Fazenda.
Espera-se que o presidente Lula antecipe as diretrizes do programa em pronunciamento na quinta-feira. Marinho disse que o processo de endividamento vem primeiro, seguido de linhas de crédito para investimento.
A partir do diagnóstico inicial, o governo planeja liberar crédito específico para categorias como taxistas e caminhoneiros, entre outros. A proposta visa sustentar atividade econômica e geração de empregos.
Foco inicial: renegociação de dívidas
Na frente de renegociação, haverá uso de recursos do FGTS para quitar débitos. O saque terá destinação específica e será transferido diretamente ao credor, com regras de progressividade.
Segundo o ministro, poderão usar até 20% do saldo do FGTS trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, desde que haja negociação com desconto mínimo. A estimativa é de cerca de R$ 4,5 bilhões.
A expectativa é que o volume possa chegar a até R$ 8 bilhões, conforme a adesão de beneficiários. O governo mantém o objetivo de facilitar a quitação de dívidas ao longo do programa.
Créditos e restrições
Além disso, o pacote limitará o uso de recursos para apostas online por quem aderir. A medida busca evitar novo ciclo de endividamento ligado a jogos de azar. Os detalhes operacionais serão divulgados pelo Ministério da Fazenda.
A estratégia geral é oferecer alívio imediato para o endividamento e, em seguida, ampliar o crédito para investimento. O objetivo é sustentar o emprego e a atividade econômica nacional.
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