- Em abril, o diesel S-10 subiu em média seis vírgula trinta e oito por cento, com altas expressivas em alguns estados e sinais de desaceleração após o pico de março.
- Regiões como Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Sergipe e Paraíba tiveram alta superior a oito por cento, mostrando variação regional.
- Acre foi o único estado a registrar queda, passando de R$ 7,211 para R$ 6,827 por litro (-5,33%).
- Na média nacional, gasolina subiu para R$ 6,910 por litro (+3,04%), e etanol avançou para R$ 4,878 por litro (+0,64%).
- A ValeCard aponta mudança no ritmo dos reajustes, com indicativos de acomodação no curto prazo, mas o cenário permanece incerto devido a fatores externos como a dinâmica da Opep.
O diesel S-10 puxou a alta dos combustíveis em abril, com avanço dominante no preço médio. Segundo levantamento da ValeCard, o aumento mensal foi de 6,38% até o dia 26 de abril, em transações em mais de 25 mil postos credenciados.
O levantamento aponta variações regionais expressivas, indicando efeitos de precificação desiguais pelo País. Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Sergipe e Paraíba registraram altas acima de 8%.
Acre foi a única exceção, com queda de 5,33% no mês, ao passar de R$ 7,211 em março para R$ 6,827 por litro em abril.
A média nacional aponta gasolina em alta de 3,04%, indo de R$ 6,706 para R$ 6,910 por litro. O etanol subiu 0,64%, de R$ 4,847 para R$ 4,878. O diesel S-10 avançou de R$ 6,893 para R$ 7,333 o litro.
Os dados refletem pagamentos efetivamente realizados na rede credenciada, oferecendo leitura mais precisa da dinâmica de preços. O período aponta sinais de desaceleração frente ao pico de março, ainda que o mercado permaneça pressionado.
Para o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga, o movimento não foi linear: a alta acelerou entre a segunda quinzena de março e o fim de março, com pico no início de abril devido a reajustes recentes e recomposição de preços.
Braga acrescenta que há inflexão agora, com desaceleração prevista nas próximas semanas à medida que o mercado absorve o choque inicial. O cenário, no entanto, segue incerto diante de fatores externos.
Entre esses fatores, mudanças na dinâmica da Opep, incluindo a saída de Emirados Árabes Unidos, podem gerar volatilidade adicional e influenciar novas oscilations de preços. O relatório ressalta a necessidade de acompanhamento contínuo.
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