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Familiares de Oruam são alvo de operação contra lavagem de dinheiro no Rio

Operação Contenção no Rio mira recursos do Comando Vermelho; mandados em Jacarepaguá e Barra da Tijuca atingem familiares do rapper Oruam

Operação Contenção cumpre mandados de busca e apreensão no Rio | Reprodução PC
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  • Familiares do rapper Oruam estão entre os alvos da “Operação Contenção” contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, no Rio de Janeiro.
  • Mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na Zona Oeste, na manhã desta quarta-feira (29).
  • A investigação, realizada ao longo de cerca de um ano, mapeou o sistema financeiro usado pela organização por meio de dados de dispositivos apreendidos e cruzamento de informações telemáticas e financeiras.
  • Segundo a polícia, recursos do tráfico eram repassados a operadores financeiros, que fragmentavam valores por meio de contas de terceiros para pagar despesas, comprar bens e ocultar patrimônio.
  • As apurações apontam diálogos entre o líder da facção, conhecido como “Gardenal”, e um miliciano, reforçando a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”; a operação continua, com mais de trezentos capturados e cento e trinta e seis neutralizados, além de quase quatrocentas armas apreendidas (duzentos fuzis e mais de cinquenta mil munições).

Familiares do rapper Oruam estão entre os alvos de uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira no Rio de Janeiro. A ação, chamada Operação Contenção, mira o braço financeiro do Comando Vermelho. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.

A investigação, que dura cerca de um ano, fundamenta-se na análise de dados de dispositivos apreendidos e no cruzamento de informações telemáticas e financeiras. O objetivo é mapear a engrenagem usada para lavar recursos provenientes do tráfico.

Segundo os agentes, houve um sistema estruturado para receber e reinserir dinheiro ilícito no circuito formal. Valores repassados pela liderança da facção eram fragmentados por operadores financeiros, com uso de contas de terceiros para despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial.

Diálogos apreendidos indicam a participação de Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como uma das lideranças, em conversas com um miliciano. As investigações também apontam a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, como liderança central.

As apurações continuam para identificar outros envolvidos, empresas utilizadas na lavagem e beneficiários indiretos. A operação apresenta um acervo de informações que pode detalhar a estrutura financeira da organização criminosa.

Dados oficiais indicam que a ação já resultou em mais de 300 pessoas capturadas e 136 criminosos neutralizados em confrontos. Foram apreendidas cerca de 470 armas, incluindo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.

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