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Fed e BC definem rumos dos juros em meio a incertezas no Oriente Médio

Mercados esperam manutenção dos juros nos EUA e corte brando da Selic no Brasil, diante incertezas geopolíticas no Oriente Médio

Banco Central do Brasil e Federal Reserve (BC dos EUA)
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  • Fed e Banco Central decidem hoje o rumo dos juros, em meio às incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.
  • Mercado espera manutenção da taxa norte‑americana entre 3,5% e 3,75% e um corte brando da Selic no Brasil para 14,5%.
  • No Brasil, o cenário interno aponta corte de 0,25 ponto percentual, ante a expectativa inicial de 0,5 ponto; Copom já iniciou o ciclo com redução de 0,25 ponto em março, levando a Selic a 14,75%.
  • O BC projeta inflação em alta, de 3,9% para 4,4% em 2026, mantendo cautela na política monetária; o presidente do BC afirmou que a postura conservadora ajuda a enfrentar impactos da guerra.
  • Nos EUA, a inflação segue acima do ideal (3,3% em março), o que aumenta a pressão sobre o Fed; o momento também envolve discussões sobre o futuro da liderança da instituição.

O Banco Central (BC) e o Federal Reserve (Fed) devem anunciar hoje as diretrizes sobre a política de juros no Brasil e nos Estados Unidos, diante das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio. A sessão ocorre nesta quarta-feira, em um cenário de volatilidade nos mercados.

Analistas apontam que a alimentar a volatilidade, o petróleo em alta e as tensões geopolíticas mantêm pressão sobre as trajetórias de inflação e juros. No Brasil, o mercado espera corte brando de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,5%.

Cenário nos EUA

Nos EUA, a inflação permanece elevada e o efeito da guerra no Oriente Médio é considerado um fator adicional de pressão para o Fed. A expectativa é pela manutenção da taxa em 3,5% a 3,75%.

Expectativas para o Brasil

No Brasil, o Copom já iniciou cortes da Selic em março, com queda de 0,25 ponto, retirando a taxa de 15% para 14,75%. O mercado avalia nova redução de 0,25 ponto percentual, com juros a 14,5%.

Perspectivas para o cenário global

Especialistas alertam que a inflação pode subir no fim de 2026, influenciando as decisões de política monetária. O Tesouro dos EUA sinalizou cautela, defendendo pausa antes de qualquer corte adicional, diante da escalada geopolítica.

Com informações de João Nakamura

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