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Fed mantém juros dos EUA em 3,5%–3,75% por guerra

Fed mantém juros entre 3,5% e 3,75% diante impactos da guerre no Oriente Médio, e aguarda novos dados econômicos para orientar a política monetária

Jerome Powell, presidente do conselho do Fed (Federal Reserve), Banco Central dos Estados Unidos
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  • O Fed manteve a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, após a reunião do Fomc, mantendo a trajetória de aguardas por novos dados.
  • A decisão reflete preocupação com os impactos da guerra no Oriente Médio sobre preços e empregos, com o preço do petróleo em alta.
  • O comitê disse que continuará monitorando as informações econômicas e poderá ajustar a política conforme necessário; o próximo encontro é nos dias 28 e 29 de abril.
  • A taxa já chegou a 5,5% em julho de 2023; em setembro de 2024 começou a reduzir para o patamar atual com algumas pausas.
  • A inflação, medida pelo índice de preços ao consumo preferido pelo Fed (PCE), caiu para 2,8% em fevereiro, enquanto a taxa de desemprego subiu para 4,3% em março.

O Fed manteve a taxa básica de juros dos EUA entre 3,5% e 3,75% ao ano após a reunião do Fomc. A decisão ocorre em meio à continuidade da guerra no Oriente Médio, que aumenta a incerteza econômica e pressiona os preços do petróleo. A expectativa é manter o monitoramento dos dados antes de qualquer ajuste.

O comitê afirmou que o conflito geopolítico contribui para pressões inflacionárias e impactos no emprego. O Fed reiterou que o encaminhamento da política monetária dependerá das informações econômicas divulgadas, avaliando riscos para o seu duplo mandato.

No comunicado, o Fed destacou que continuará avaliando a evolução de preços e empregos. O próximo encontro de política monetária está marcado para 28 e 29 de abril. O patamar atual contrasta com o pico de 5,5% observado em julho de 2023.

Indicadores recentes apontam queda da inflação, com o PCE em 2,8% ao ano em fevereiro, ainda acima da meta de 2%. A taxa de desemprego subiu para 4,3% em março, mantendo o cenário de recuperação gradual do mercado de trabalho.

A alta do petróleo, impulsionada pelo conflito, é citada como fator que pode influenciar a inflação global. A cotação do barril subiu próximo de 50% após o início das ações entre EUA, Israel e Irã, afetando custos de energia e preços ao consumidor.

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