- O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros entre 3,5% e 3,75% na reunião de quarta-feira, 29 de setembro de 2025.
- A votação ficou em 8 a 4, a mais dividida desde 6 de outubro de 1992, evidenciando diversas visões sobre o próximo movimento da política monetária.
- Stephen Miran votou contra, defendendo um corte de 0,25 ponto percentual; Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan também discordaram da inclusão de uma sinalização de flexibilização na declaração.
- Os dissidentes apontaram preocupações com a inflação persistente e com os riscos de manter estímulos monetários por mais tempo.
- A declaração reforçou que a inflação permanece elevada, em parte por elevação recente dos preços globais de energia, em meio à transição de liderança no banco central.
Na quarta-feira (29), o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros em 3,5% a 3,75% ao divulgar uma decisão tomada em uma sessão marcada por discordâncias. A divulgação reforçou os desafios com a inflação ainda elevada.
O comitê manteve a posição, diante de pressões de preços persistentes e da concentração de dados sobre a economia. A sinalização de política monetária permaneceu estável, mesmo diante de rumores de mudanças a caminho na liderança.
Em uma reviravolta para uma reunião amplamente esperada como rotina, o FOMC votou 8 a 4 pela manutenção. Foi a maior dissidência desde outubro de 1992, indicando divergências sobre o ritmo de ajustes.
O voto contrário veio de Stephen Miran, que pediu um corte de 0,25 ponto. Dentre os demais dissidentes, Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan mantiveram a linha de sustentar a pausa, mas discordaram da redação sobre flexibilização futura.
Eles discordaram da frase que menciona avaliar ajustes adicionais com base em dados, perspectivas e riscos. A leitura sugere que um corte adicional pode ter sido considerado, dado o histórico recente de relaxamento.
Na declaração pós-reunião, o Fed apontou que a inflação segue elevada, em parte por preços globais da energia. O comunicado reforçou a cautela diante de sinais de inflação persistente no cenário global.
Dissidência histórica
A votação de 8 a 4 destaca a amplitude de opiniões que o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, enfrentará. A subida de tensões reflete a transição de liderança prevista para maio, com críticas sobre o ritmo de cortes. Todos os detalhes seguem sob análise.
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