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GWM vai converter caminhões a diesel para célula de combustível no Brasil

GWM avança com retrofit de caminhões a diesel para célula de combustível no Brasil, mirando R$ 80 milhões em faturamento até 2028 e testes operacionais em andamento

Primeiro do Brasil: GWM testou caminhão a hidrogênio no País com apoio do IPT
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  • A GWM Hydrogen planeja converter caminhões a diesel em veículos elétricos a célula de combustível no Brasil, com kits que incluem stack, tanques de hidrogênio, motores elétricos, controle e bateria de apoio.
  • A estratégia envolve parceria com uma encarroçadora local e busca de clientes interessados no retrofit, para levar a tecnologia já para operação sem substituir toda a frota.
  • O rollout deve ganhar forma pública no segundo semestre, com foco em transformar parte de frotas existentes em vez de renovação completa.
  • A meta da divisão brasileira é alcançar faturamento próximo de R$ 80 milhões até 2028, apoiada por soluções modulares de geração de energia e conversão de frota.
  • O primeiro caminhão movido a hidrogênio chegou ao Brasil em 2025 para validação, funcionando como laboratório sobre rodas para testar variáveis locais.

A GWM Hydrogen, divisão da fabricante chinesa, avança no Brasil com a ideia de converter caminhões a diesel em veículos movidos a célula de combustível. O anúncio ganhou contornos com participação em coletiva em Baoding, na China, com a presença de Will Zhang, presidente da FTXT, unidade da empresa.

A empresa já negocia com uma encarroçadora brasileira e dialoga com potenciais clientes para retrofit. O objetivo é instalar kits de célula de combustível em caminhões já em operação, encurtando o caminho entre a tecnologia e a rua.

A iniciativa deve ganhar forma pública no segundo semestre, segundo informações compartilhadas durante a coletiva. O movimento visa testar a viabilidade do retrofit antes de uma implementação em escala.

Como funciona o sistema da GWM

O pacote inclui stack de célula, tanques de hidrogênio de alta pressão, motores elétricos e sistemas de controle, além de uma bateria de apoio. A reengenharia do chassi e a calibração estrutural são parte do processo.

A encarroçadora brasileira atua como parceira local, adaptando a tecnologia a diferentes aplicações, do cavalo mecânico rodoviário ao fora de estrada. A ideia é reduzir rupturas operacionais durante a transição.

Para operadores logísticos, o principal ativo é o ciclo de operação, não apenas o caminhão. Converter parte da frota permite testar a tecnologia sem substituir toda a frota de uma vez, abrindo caminho para contratos maiores.

Brasil como peça-chave para a estratégia

A GWM vê o Brasil como peça relevante globalmente, com meta de faturamento próximo de R$ 80 milhões até 2028. O crescimento envolve venda de veículos e soluções modulares de geração de energia e conversão de frota.

O primeiro caminhão movido a hidrogênio chegou ao Brasil em 2025, funcionando como laboratório para validação local. A operação busca entender como o sistema reage a variáveis do mercado brasileiro.

Essa construção tecnológica envolve geração de hidrogênio, que pode ocorrer via eletrólise (hidrogênio verde) ou por rotas como a reforma do etanol. O retrofit brasileira depende de parcerias para abastecimento e infraestrutura.

Ainda que milhares de veículos com tecnologia semelhante já operem na China, a adaptação ao Brasil exige soluções específicas. A estratégia de retrofit oferece testar a demanda com menor investimento inicial e menor ruptura operacional.

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