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Lucas Kallas encerra participação em negócios com Vorcaro

Saída de Biomm e Latache permite foco de Kallas em mineração, logística e café; recursos da Biomm vão ampliar a mina de Mariana e a infraestrutura logística

Lucas Kallas é empresário do ramo da mineração, CEO do Grupo Cedro
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  • O empresário mineiro Lucas Kallas anunciou a saída da Cedro Participações da Biomm e da Latache Capital, negócios ligados ao Banco Master de Daniel Vorcaro.
  • Ele afirma que vai se concentrar nos negócios de mineração, logística e café do grupo, que deve faturar R$ 3 bilhões neste ano.
  • A Cedro chegou a deter 8% da Biomm; a Biomm teve participação da WNT (25%), que foi para o BRB após a derrocada do Master; Kallas comprou a R$ 5,50 há dois anos e vendeu a R$ 7,30 nesta segunda-feira.
  • Na Latache, Kallas detinha 33,33% e deixa a gestão para os demais sócios; com a saída, Renato Azevedo e parceiros passam a deter 100% do controle. A Latache é acionista da Oncoclínicas, que teve perdas com a liquidação do Master.
  • O caixa da venda da Biomm deve financiar a expansão da mina em Mariana, com foco em pellet feed; a empresa mira 20 milhões de toneladas por ano até 2030 e prevê cerca de R$ 5 bilhões em investimentos logísticos, incluindo Porto do Meio e a ferrovia Shortline, além de expansão internacional.

O empresário mineiro Lucas Kallas anunciou a saída de duas empresas onde era sócio, a Biomm, de biotecnologia, e a Latache Capital, gestora de ativos. A decisão marca a reorientação do portfólio do grupo Towards mineração, logística e café. O movimento está ligado à derrocada do Banco Master, associado a Daniel Vorcaro.

Kallas afirma que o foco passa a ser o DNA do grupo: ser majoritário, com mão na massa e gestão ativa. Segundo ele, não houve intenção de seguir como acionista de empresas de capital aberto. A saída visa concentrar recursos nas atividades de mineração, logística e café.

Na Biomm, a Cedro Participações detinha 8% do capital. Entre os fundadores, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia participou da empresa, com participação anterior da gestora WNT, ligada a Vorcaro e a Nelson Tanure. A WNT teve 25% da Biomm transferida ao BRB, após o colapso do Master.

Kallas ingressou na Biomm há dois anos, comprando ações por cerca de R$ 5,50 cada. Na segunda-feira, 27, ele vendeu a posição a R$ 7,30 por ação, segundo a movimentação divulgada pela bolsa. A empresa de biotecnologia enfrentou dificuldades associadas ao encerramento do banco.

Na Latache, o empresário recuperou o valor investido ao sair. Ele era investidor com 33,33% do capital desde o ano passado. Com a saída, Renato Azevedo, Marcel Cecchi, Stefan Lourenço e Sérgio Clemente passam a deter 100% do controle da gestora. Latache atua em ativos estressados.

A Latache é acionista da Oncoclínicas, que começou a investir em CDBs do Master. Com a liquidação do banco, as ações da Oncoclínicas recuaram, registrando queda de 73,8% nos últimos 12 meses. O impacto financeiro permanece em avaliação pelas partes envolvidas.

O caixa obtido com a venda das ações da Biomm deverá acelerar o investimento da Cedro em uma mina de Mariana, com foco na produção de pellet feed, minério de ferro de alta qualidade utilizado para reduzir emissões na siderurgia global. O objetivo é ampliar a capacidade de produção.

A empresa detalha planos de expansão com meta de 20 milhões de toneladas de pellet feed ao ano até 2030. O projeto envolve investimentos estimados em cerca de R$ 5 bilhões em infraestrutura logística, incluindo o Porto do Meio, em Itaguaí (RJ), e a ferrovia Shortline, na Serra Azul (MG). A expansão terá atuação internacional.

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