- O Copom deve anunciar hoje a decisão sobre a Selic, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano.
- O foco dos agentes de mercado é a comunicação que acompanhará a decisão, mais do que o próprio movimento.
- O C6 Bank sustenta que o ritmo de redução de 25 pontos-base deve continuar, mas a inflação tende a permanecer acima da meta e a sinalização deve ser cautelosa.
- O Daycoval destaca alta incerteza como elemento central e aponta possibilidade de incorporar novas informações, especialmente sobre os impactos do conflito no Oriente Médio na inflação; projeções de inflação sobem para 2026 (4,80%) e para 2027 (4,0%).
- A Warren ressalta que o Copom deve enfatizar que discutiu a calibração da taxa, reduzir a importância de surpresas recentes e manter descrita a necessidade de políticas monetárias restritivas por mais tempo, sem indicar claramente passos futuros.
O Copom do Banco Central deve anunciar hoje a decisão sobre a taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de queda de 0,25 ponto, levando a Selic a 14,5% ao ano. O foco não é apenas o recuo, mas a comunicação que acompanhará o movimento.
Relatórios de bancos indicam que o ritmo de corte de 25 bp deve se manter, mesmo com inflação mais desafiadora. Projeções ressaltam alta nas pressões inflacionárias, resiliência da atividade e presença de demanda no mercado de trabalho. A leitura aponta inflação acima da meta no horizonte relevante.
O C6 Bank enfatiza cautela na sinalização futura e avalia que o comitê deve manter o tom contido. Já o Daycoval ressalta incerteza como elemento central, sugerindo que próximos passos podem incorporar impactos do conflito no Oriente Médio na inflação e no balanço de riscos.
Contexto e expectativa
Para 2026, a projeção de inflação passou de 4,31% para 4,80%, segundo analistas consultados. Em 2027, a leitura aponta 4,0% no final do período relevante para a política monetária. A sinalização do Copom deve tratar também de como lidar com choques recentes de preços.
O relatório de Warren aponta que o Copom deve relembrar a calibração da taxa e reduzir a importância de surpresas de curto prazo. O documento sugere reforçar o desconforto com a desancoragem, especialmente em horizontes mais longos, mantendo taxa mais restritiva por tempo adequado.
As avaliações indicam que o BC pode revisar o balanço de riscos sem indicar com clareza os passos futuros da política. A comunicação é considerada central para ancorar expectativas sem comprometer o desenho da política monetária.
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