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Petróleo atinge maior patamar desde 2022 com tensão no Oriente Médio

Petróleo sobe para quase US$ 120 no Brent e acima de US$ 107 no WTI, com bloqueio naval dos EUA ao Irã mantendo pressão sem trégua

Vista aérea do estreito de Ormuz, que está bloqueado pelo Irã e pelos Estados Unidos, provocando alta nos preços de energia
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  • A cotação do petróleo atingiu o maior nível desde 2022, com o Brent perto de US$ 120 por barril e o WTI acima de US$ 107.
  • O bloqueio naval dos Estados Unidos contra o Irã continua, incluindo o confisco de petroleiros ligados ao país.
  • O presidente Donald Trump afirmou à Axios que não suspenderá o bloqueio até obter um acordo nuclear; autoridades iranianas não sinalizam recuo.
  • O Estreito de Ormuz permanece efetivamente fechado, impactando o fluxo de petróleo e levando a aperto na oferta, com estimativas de perdas expressivas devolvidas pelo setor.
  • As exportações de petróleo dos EUA atingiram recorde recente, enquanto o governo busca formar coalizão internacional para manter a navegação pelo estreito.

A cotação do petróleo atingiu o maior patamar desde 2022 nesta quinta, com sinais de que não haverá trégua no bloqueio naval dos EUA contra o Irã, incluindo o confisco de petroleiros ligados à República Islâmica. Brent fica perto de US$ 120 o barril e o WTI supera US$ 107.

O bloqueio envolve o estreito de Ormuz, onde o fluxo de petróleo, gás e derivados está quase paralisado desde o início do conflito. Autoridades dos EUA afirmam que a pressão visa coibir vendas de petróleo iraniano.

Donald Trump disse à Axios que não suspenderá o bloqueio até um acordo nuclear, enquanto Teerã mantém postura firme. O governo americano fala em ampliar medidas para pressionar compradores globais de petróleo iraniano.

Mudanças de tema: reação de mercados e eventos recentes

O mercado reage a planos de confisco de dois petroleiros ligados ao Irã, segundo reportagens, e à possível envio de mísseis hipersônicos aos parceiros do Oriente Médio, o que marcaria uso inédito dessas armas.

Autoridades iranianas reafirmam resistência. Mohsen Rezaee, conselheiro militar do Líder Supremo, indicou retaliação caso o bloqueio persista. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusa Trump de usar pressão econômica para minar Teerã.

Robert Rennie, da Westpac, aponta que a narrativa de ambos os lados de estar vencendo reduz o incentivo ao diálogo, elevando os preços de energia. Empresas do setor discutem impactos ao consumidor americano.

Perspectivas e impactos de curto prazo

Volumes de Brent com vencimento imediato estão baixos, enquanto contratos de julho se fortalecem acima de US$ 111. O mercado já contesta o equilíbrio entre oferta e demanda por choques na região.

A Agência Internacional de Energia classifica o conflito como o maior choque de oferta já registrado. O Grupo Vitol aponta perda de até 1 bilhão de barris de oferta devido aos bloqueios. Algumas exportações americanas atingem recorde.

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