Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Powell se despede e o Fed mantém juros em 3,75%

Fed mantém juros em 3,75% ao ano, encerrando a gestão de Powell, com cautela na direção futura da política monetária e incertezas globais

Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) — Foto: Aaron Schwartz/Reuters
0:00
Carregando...
0:00
  • O Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano, conforme esperado pelo mercado.
  • Foi a última reunião sob a presidência de Jerome Powell, que deixa o cargo no dia 15.
  • O Fed disse que a atividade econômica avança em ritmo sólido, mas a inflação continua elevada, parcialmente pela alta global de energia.
  • A instituição manteve tom cauteloso e afirmou que as próximas decisões dependerão dos dados; houve voto divergente de Stephen Miran, favorável a um corte de 0,25 ponto.
  • Analistas destacam impactos para renda fixa e bolsas, além das incertezas sobre a atuação futura do Fed com a possível indicação de Kevin Warsh.

O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano nesta quarta-feira (29), decisão amplamente prevista pelo mercado. A reunião do comitê de política monetária (FOMC) também marcou a última sob a presidência de Jerome Powell, que deixa o cargo no dia 15.

O comunicado aponta que a atividade econômica dos EUA segue em ritmo sólido, mas a inflação continua elevada, em parte por preços globais de energia. Também houve destaque para o aumento das incertezas no cenário internacional, citando o Oriente Médio.

O banco central reforçou a cautela e disse que próximas decisões dependerão dos dados econômicos. O texto indica avaliação constante dos riscos antes de qualquer ajuste na taxa, mantendo a possibilidade de cortes sem prazo definido. O voto não foi unânime; o diretor Stephen Miran apoiou o corte de 0,25 ponto.

Perspectivas e impactos

Paulo Silva, da Advisory 360, afirma que a manutenção dos juros tende a sustentar a atratividade da renda fixa americana e manter a seletividade em ativos de risco. Ele cita impactos para emergentes, sensíveis à dinâmica dos EUA.

Paula Zogbi, da Nomad, destaca que o efeito imediato é de acomodação de risco. Ela diz que juros ainda elevados, mesmo que realistas, ajudam a sustentar bolsas e o movimento lateral dos Treasuries, além de manter carry em crédito corporativo e high‑yield.

Zogbi acrescenta que a narrativa passa a ocupar o centro. Ela sugere evitar sinais de virada brusca em juros para não gerar volatilidade excessiva no mercado com o novo chair.

A despedida de Powell ocorre em meio a pressões políticas. Críticas de Donald Trump à condução da política monetária aumentam as incertezas sobre o futuro da autoridade monetária.

A indicação de Kevin Warsh, em avanço no cenário político, é vista como potencial reforço de disciplina monetária. O mercado observa cenários com cortes mais rápidos em 2026–2027, mas a expectativa central é de maior independência do banco e atuação cautelosa em inflação e balanço.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais