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Proibir seis dias de trabalho prejudica a sociedade, diz presidente da Abrasel

Presidente da Abrasel afirma que fim da escala 6x1 trará custo real ao setor de alimentação e pode reduzir renda dos trabalhadores, defendendo debate com calma

Custo do fim da 6x1 'é real e não pode ser ignorado', diz executivo
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  • O fim da escala 6×1 é visto pela Abrasel como prejudicial ao setor de bares e restaurantes, com potencial de reduzir ganhos de trabalhadores e precarizar serviços.
  • Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, diz que há relatos de empresas em que funcionários pediram para voltar à escala anterior e que, em média, os salários no setor ficam em aproximadamente R$ 2,2 mil.
  • O executivo afirma que, mesmo defendendo redução de jornada de 44 para 40 horas, proibir trabalhar seis dias por semana pode impactar negativamente a sociedade como um todo.
  • Solmucci aponta que a urgência da pauta tem leitura política, dizendo que o governo estaria acelerando o tema por pressão eleitoral, enquanto Lula e Luiz Marinho já defenderam o projeto.
  • A Câmara instalou uma comissão especial para discutir o tema em regime de urgência a partir desta quarta-feira, 29 de abril.

Se aprovado o fim da escala 6×1, o setor de bares e restaurantes pode enfrentar impactos graves, alerta o presidente da Abrasel. Em entrevista, Paulo Solmucci sustenta que um dia a menos de trabalho pode reduzir a renda dos funcionários e precarizar o atendimento. O argumento é usado para evitar que a mudança seja adotada sem acordo entre empregados e empregadores.

Solmucci destaca que as empresas do setor costumam testar impactos e que, em alguns casos, trabalhadores pediram para manter a escala atual. O executivo lembra que a remuneração média no setor é de cerca de 2,2 mil reais, o que ele classifica como renda de baixa base. A defesa é pela negociação entre as partes como modelo ideal.

Alegando motivações políticas, Solmucci afirma que a pauta recebe urgência por conta de pressões eleitorais. Ele cita declarações de figuras do governo, que teriam sinalizado não ver a ideia como lei. O executivo, no entanto, afirma que a proposta de reduzir a jornada de 44 para 40 horas é apoiada, desde que haja preservação de direitos. O custo financeiro do fim da 6×1 não pode ser ignorado, segundo ele.

Contexto legislativo

Uma comissão especial foi instaurada na Câmara dos Deputados para debater o tema, com tramitação prioritária a partir desta quarta-feira. Solmucci aponta dificuldades de diálogo entre o governo federal e o setor privado, ressaltando a necessidade de discutir o tema com cautela. A avaliação é de que o custo da mudança é real e requer avaliação detalhada.

Impactos no setor e próximos passos

Segundo o presidente da Abrasel, a mudança pode afetar a oferta de serviço, a renda de trabalhadores e a competitividade do setor. A posição da entidade é pela redução gradual da jornada, mantendo negociação e sem medidas abruptas que prejudiquem a sociedade. O debate segue com audiências e estudos em curso.

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