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Saída dos Emirados Árabes Unidos pode reduzir influência da OPEP no petróleo

A saída dos Emirados Árabes Unidos do Opep aumenta a volatilidade e pode reduzir a capacidade do cartel de influenciar os preços, sinalizando nova era

Reuters A 3D printed oil pump jack is seen in front of displayed Opec logo in white lettering on a blue background.
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  • O plano dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e agir sozinho, a partir de 1º de maio de 2026, é visto como um golpe para o grupo e foi descrito por um analista como “o começo do fim do Opep”.
  • A Opep busca influenciar o preço global do petróleo ao definir a quantidade que os seus membros vendem; quando aumenta a oferta, o objetivo é baixar os preços, e quando reduz, manter os preços mais altos.
  • Em 2025, os Emirados Árabes Unidos foram o quarto maior exportador de petróleo do mundo, com produção de 3,1 milhões de barris por dia; o Iraque e a Arábia Saudita lideram o ranking entre os membros da Opep.
  • Especialistas avaliam que, com a saída dos Emirados, o grupo pode chegar a ampliar a sua produção em cerca de 1 milhão de barris por dia, embora o impacto no curto prazo seja considerado limitado pelas atuais restrições de exportação no Golfo.
  • A influência da Opep no preço do petróleo tem diminuído ao longo das décadas; em 2025 o cartel respondia por 36,7% da produção mundial de petróleo bruto, queda em relação a décadas passadas, com o papel de redutor de preços passando a ficar mais pulverizado entre produtores não-Opep e produtores dos Estados Unidos.

A notícia acompanha a decisão do Catar-Árabe Unido Emirados Árabes (EAU) de deixar o cartel Opec e atuar de forma independente. O movimento ocorre em meio a volatilidade do mercado de petróleo, intensificada por tensões regionais e por interrupções na oferta. Analistas veem a medida como um golpe significativo para o grupo.

O EAU integra o grupo de maiores exportadores de petróleo e a saída está prevista para 1º de maio de 2026, segundo informações associadas às coberturas em gráficos especializados. O tema é analisado em meio a um cenário em que a oferta global de petróleo sofre impactos geopolíticos e de logística.

O que é Opec e quem participa

O grupo foi criado em 1960 por Saudi Arábia, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela para defender interesses de exportadores por meio de coordenação de produção. Ao longo dos anos, a composição variou, incluindo países como Argélia, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Nigéria e Congo. Em 2016, surgiu a aliança Opec+ com produtores não membros, incluindo a Rússia.

Como Opec influencia o preço do petróleo

Opec tenta influenciar o preço mundial ao coordenar a venda de petróleo entre seus membros. A ideia é, quando há mais oferta, reduzir o preço; quando a demanda enfraquece, elevar o preço ao controlar a produção. Casos históricos incluem embargos na década de 1970 e ajustes de produção durante choques de oferta recentes, como a pandemia e a invasão da Ucrânia pela Rússia.

UAE entre os maiores exportadores

Em 2025, segundo dados da Opec, o EAU figuravam entre os três maiores exportadores mundiais, atrás de Arábia Saudita e Iraque. O bloqueio do Estreito de Ormuz, que interrompe parte do fluxo de petróleo e gás, teve impactos recentes nos mercados, com avaliações de que a saída do EAU do Opec traria efeito imediato limitado sobre as exportações no curto prazo.

Produção de petróleo do UAE

O EAU é o quarto maior produtor da Opec, com cerca de 3,1 milhões de barris por dia em 2025. A Arábia Saudita, líder de facto, produziu mais de 9 milhões de barris/dia. Especialistas estimam que, ao sair do grupo, o país poderia aumentar a produção em aproximadamente 1 milhão de barris diários.

Mudanças na influência da Opec

A participação da Opec no mercado global encolheu desde os anos 1970, passando de cerca de 52,5% da produção de petróleo cru mundial em 1973 para 36,7% em 2025. Países fora do bloco, como EUA, Canadá e Brasil, ganharam relevância. Os EUA se consolidaram como maior produtor global desde 2018, com aproximadamente 13,6 milhões de barris/dia em 2024, enquanto a Rússia manteve posição relevante entre os produtores.

Perspectivas e avaliações

Analistas destacam que a saída do EAU pode reduzir a capacidade de a Opec definir preços com a mesma força de antes, mas o cartel pode seguir existindo com influência restrita. Com a interrupção de rotas-chave de exportação e mudanças na geopolítica, o papel do país permanece sob avaliação.

Charts por Chris Clayton e reportagens adicionais de Jonathan Josephs complementam a cobertura, sempre com enfoque em dados verificáveis e contexto técnico.

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