- O Santander encerrou o primeiro trimestre com lucro gerencial de R$ 3,788 bilhões, queda de 7,3% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 1,9% ante o mesmo período de 2025; lucro contábil foi de R$ 3,725 bilhões.
- Margem financeira bruta ficou em R$ 15,812 bilhões, alta de 3,1% frente ao trimestre anterior e queda de 0,7% em 12 meses.
- Inadimplência da carteira de crédito fechou em 3,3% no trimestre, frente a 3,1% em dezembro; PF em 4,9%, PJ em 1,8% e pequenas e médias empresas em 6,0%.
- Carteira de crédito total somou R$ 705,582 bilhões; PF chegou a R$ 265,261 bilhões (-1,3% no trimestre), com consumo em alta de 1,7% e 14,2% versus março de 2025.
- ROE ajustado de 16%, índice de Basileia em 15,2%; despesas com PDD de R$ 6,344 bilhões; comissões de R$ 5,435 bilhões; despesas gerais de R$ 6,633 bilhões.
O Santander Brasil fechou o primeiro trimestre de 2026 com lucro gerencial de R$ 3,788 bilhões, 7,3% abaixo do quarto trimestre de 2025 e 1,9% menor que o mesmo período de 2025. O lucro contábil ficou em R$ 3,725 bilhões, recuando 7,4% no trimestre. O resultado ficou aquém das expectativas, com projeção de R$ 4,002 bilhões feita por analistas consultados pelo Valor.
A margem financeira bruta somou R$ 15,812 bilhões no período, alta de 3,1% frente a Q4 e queda de 0,7% ante o 1T25. Despesas com PDD chegaram a R$ 6,344 bilhões, avanço de 3,9% ante o trimestre anterior e queda de 0,7% ante 1T25. Comissões ficaram em R$ 5,435 bilhões, -5,5% frente ao 4T25, mas +5,8% frente ao 1T25.
A carteira de crédito total atingiu R$ 705,582 bilhões, queda de 0,4% no trimestre, mas alta de 3,4% em 12 meses. Pessoas físicas encolheram 1,3% no trimestre, para R$ 265,261 bilhões, por sazonalidade em cartões e consignado. Financiamento ao consumo cresceu 1,7% frente a dezembro.
Carteira de crédito – segmento corporativo
A carteira de pessoa jurídica caiu 0,2% no trimestre, mas subiu 4,3% em 12 meses, para R$ 344,880 bilhões. A carteira ampliada de grandes empresas ficou estável no trimestre, em R$ 251,176 bilhões. Houve queda na carteira de crédito restrita, impactada pela variação cambial, compensada por avanço em títulos e avais.
A carteira ampliada de pequenas e médias empresas somou R$ 93,704 bilhões, estável no trimestre e 9,9% maior que em 12 meses, refletindo o foco no relacionamento com o segmento. O banco ressalta fortalecimento do relacionamento principal como motivação.
Inadimplência e qualidade de crédito
O índice de inadimplência, com atraso superior a 90 dias, foi de 3,3% no 1T26, frente 3,1% em 12/2025. Em pessoa física, a inadimplência chegou a 4,9%, contra 4,6% em 12/2025. Pessoas jurídicas registraram 1,8%, ante 1,6% anterior.
Entre pequenas e médias empresas, a inadimplência subiu para 6,0% no 1T26, de 5,5% em 12/2025. Grandes empresas permaneceram em 0,2%. O Santander aponta que a piora ocorreu principalmente em PF de menor renda e em PJ de menor faturamento.
O banco destaca que regras de baixa a prejuízo, aprimoradas em 2025, devem impactar os índices de inadimplência ao longo de 2026. O cenário macroeconômico e a sazonalidade também foram citados como fatores relevantes para o desempenho.
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