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3º mandato de Lula teria maior rombo fiscal médio da história

Deficit nominal médio do 3º mandato de Lula chega a 8,54% do PIB, maior da história, com juros da dívida em patamar recorde e rombo de R$ 1,218 trilhão

O Banco Central divulgou nesta 5ª feira (30.abr.2026) que o deficit nominal atualizado bateu recorde em março
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  • O 3º mandato de Lula terá o maior deficit nominal médio da história, em 8,54% do PIB entre 2023 e 2026, superando o recorde anterior de 8,48%.
  • O déficit do setor público consolidado — União, estados, municípios e estatais — inclui as despesas com juros da dívida.
  • Séries atuais apontam déficits anuais de 2023 (-8,84% do PIB), 2024 (-8,47%), 2025 (-8,34%) e a estimativa para 2026 de (-8,50%); o saldo acumulado já alcança R$ 1,218 trilhão no último exercício anualizado.
  • O deficit primário está projetado em 0,90% do PIB, com mediana de 0,5% para 2026; Lula registra valores de -2,28% (2023), -0,40% (2024), -0,43% (2025) e -0,50% (2026).
  • Os gastos com juros da dívida devem atingir 7,64% do PIB no 3º mandato, recorde, em comparação com o pico anterior de 7,25% do PIB no governo de 2003 a 2006.

O déficit nominal médio projetado para o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é estimado em 8,54% do PIB, segundo avaliações de agentes do mercado. O valor supera o recorde anterior, de 8,48% do PIB, registrado entre 2015 e 2018, durante os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. O setor público consolidado, que abrange União, estados, municípios e estatais, é o escopo considerado, e o resultado inclui as despesas com juros.

Até o terceiro ano de governo Lula, o déficit nominal médio havia ficado em 8,55%. Para a projeção do mandato, o Poder360 usa a mediana das estimativas do Boletim Focus para 2026, que indicam 8,50% do PIB como saldo negativo naquele ano. Os números refletem a soma de contas públicas com juros da dívida.

Rombo fiscal e juros da dívida

O Banco Central informou que o déficit nominal atualizado atingiu recorde em março, com 1,218 trilhão de reais no acumulado de 12 meses. Em fevereiro, o valor já havia chegado a 1,09 trilhão, e em março de 2025 estava em 948,5 bilhões. A trajetória recente aponta para a continuidade do aumento das despesas com juros.

O déficit primário, que exclui os juros, é estimado em 0,90% do PIB para 2026, segundo as projeções de agentes financeiros. A mediana para 2026 aponta 0,5% do PIB. O déficit primário do mandato de Lula tende a reduzir em relação aos números de Bolsonaro (2019-2022), que ficou em 2,03% do PIB, influenciado pela pandemia.

Despesas com juros e histórico de gastos

Entre 2023 e 2026, as despesas com juros da dívida devem manter trajetória de alta, com o gasto médio do mandato estimado em 7,64% do PIB, recorde. O gasto com juros no governo Lula já supera o patamar registrado entre 2003 e 2006, quando ficou em 7,25% do PIB.

A Selic, taxa básica de juros, teve movimentos relevantes: após a saída do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, em dezembro de 2024, a taxa básica subiu de 12,25% para 15% ao ano, permanecendo nesse patamar até março de 2026. Em 29 de abril de 2026, o Copom decidiu reduzir a Selic para 14,50% ao ano.

Trajetória do déficit primário por governo

  • Bolsonaro (2019-2022): 2019 -0,84%; 2020 -9,24%; 2021 +0,72%; 2022 +1,25%.
  • Lula (2023-2026): 2023 -2,28%; 2024 -0,40%; 2025 -0,43%; 2026 -0,50%.

Em março de 2026, o Banco Central informou que o déficit primário do setor público consolidado ficou em 137,1 bilhões de reais, ante 52,8 bilhões em fevereiro e 13,5 bilhões em março de 2025.

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