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Aegea perde espaço competitivo frente à Copasa e intensifica seletividade

Crise eleva custo de capital da Aegea e pode reduzir a competitividade na privatização da Copasa, levando o grupo a ser mais seletivo nos leilões

Radamés Casseb, presidente da Aegea — Foto: Julio Bittencourt/Valor/Valor
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  • Aegea pode perder poder de competição na privatização da Copasa devido à crise vivida pelo grupo.
  • O presidente Radamés Casseb informou que os acionistas seguem comprometidos em aportar recursos para viabilizar a participação na disputa.
  • A crise do grupo, com atraso na publicação do balanço e rebaixamento das notas de crédito, afeta a capacidade de disputa.
  • O custo de capital pode deixar o posicionamento de competição diferente do perfil tradicional da Aegea.
  • A empresa busca 30% das ações da Copasa para tornar-se o sócio de referência na privatização, com estudo em andamento pelo governo de Minas Gerais.

Aegea encara crise financeira que pode reduzir sua capacidade de competir na privatização da Copasa, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais. A empresa avalia a oferta da estatal mineira, mas admite que o custo de capital elevado pode alterar o posicionamento competitivo. Radamés Casseb, presidente do grupo, aponta o desafio.

O grupo confirma que seus acionistas estão dispostos a aportar recursos para viabilizar a participação na disputa, mas reconhece efeitos da atual crise. Atrasos na publicação do balanço e rebaixamento das notas de crédito ampliam a percepção de risco entre investidores.

Na privatização em estudo pelo governo de Minas Gerais, a Aegea mira a aquisição de 30% das ações, buscando manter posição de referência na Copasa. A avaliação envolve impactos de financiamento, alavancagem e custo de oportunidade para o processo.

Cenário atual na Copasa

Radamés Casseb afirmou que o custo de capital pode afastar a Aegea de seu perfil tradicional de atuação. A empresa continua analisando a proposta e afirma que o aporte de recursos segue em discussão entre os sócios.

A expectativa é manter a participação estratégica, caso haja condições de viabilizar a operação. A Copasa está no eixo de privatizações previstas pelo governo de Minas, com interessados em ampliar participação na gestão. A reportagem foi veiculada pelo Valor Econômico.

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