- A Avibrás retomou, no dia trinta, as operações na planta de São José dos Campos, com a nova identidade Avibrás Aeroco.
- O financiamento privado de R$ 300 milhões, liderado pelo Fundo Brasil Crédito e com participação de Joesley Batista, deu sustentação à retomada e à recuperação judicial desde dois mil e vinte e dois.
- Cerca de três centenas de funcionários foram contratados para retomar a produção de mísseis e foguetes, mantendo ativos estratégicos e o portfólio tecnológico.
- O plano original previa também financiamento público de R$ 300 milhões, mas a retomada ocorreu em maio mesmo sem esse aporte público.
- Os contratos atuais são com o Exército e com a Força Aérea; há projetos futuros como o Míssil Tático de Cruzeiro (MTC-300) e o Míssil Tático Balístico (MTB) S+100, em parceria com EPEx.
A Avibrás retomou nesta quinta-feira, 30, a produção em sua planta de São José dos Campos. A operação volta após quase quatro anos de interrupção, com a reformulação da empresa sob o nome Avibrás Aeroco. O retorno ocorreu depois de a companhia ter passado por recuperação judicial desde 2022.
A retomada foi viabilizada com um aporte privado de 300 milhões de reais, levantado junto a investidores, entre eles o empresário Joesley Batista. O financiamento é coordenado pelo Fundo Brasil Crédito, principal credor e artífice do plano de reestruturação aprovado pela Justiça e pelos credores.
A Avibrás Aeroco herdou ativos estratégicos e o portfólio tecnológico da antiga Avibrás Indústria Aeroespacial. O novo projeto visa consolidar governança, finanças e operações para atender ao setor de Defesa e Aeroespacial, mantendo parcerias e contratos com o Exército e a Força Aérea.
Reestruturação e governança
Segundo o presidente da Avibrás Aeroco, Sami Hassuani, a empresa reúne capacidades de propulsão e integração de sistemas com foco em planejamento de longo prazo. A nova gestão destaca a continuidade das relações com clientes e fornecedores.
A empresa afirma ter iniciado atividades com bases sólidas de governança e de operação, associadas aos desafios de defesa atuais. O documento institucional ressalta a continuidade de investimentos estratégicos e da atuação nacional e internacional.
Financiamento e planos de curto prazo
O plano financeiro previa, inicialmente, mais 300 milhões de reais do setor público além dos privados. A direção do Fundo Brasil Crédito optou por seguir sem depender integralmente desses recursos públicos no curto prazo.
A Avibrás ainda depende de encomendas para sustentar a operação. O foco inicial é manter contratos existentes e avançar no desenvolvimento de novos projetos com o Exército e a Força Aérea.
Projetos e parcerias
A empresa deposita expectativa no Míssil Tático de Cruzeiro MTC-300, com parte do desenvolvimento já adiantada. A parceria com o Escritório de Projetos do Exército continua para concluir o lançamento.
Além disso, a Força Terrestre desenvolve o MTB S+100, visando interoperabilidade com outros sistemas da Avibrás. As negociações envolvem o Comando de Logística e o Departamento de Ciência e Tecnologia.
Perspectivas
A Avibrás Aeroco afirma que o portfólio tecnológico e a linha de produção fortalecem a soberania brasileira. A companhia enfatiza a geração de empregos qualificados e a continuidade de soluções confiáveis para clientes.
A retomada ocorre em um contexto de geopolítica global volátil, com a Avibrás destacando a importância de manter capacidades estratégicas no Brasil. O plano inclui aproveitar incentivos legais para investimentos em defesa.
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