- O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros pela sexta vez consecutiva: depósito em 2% ao ano, refinanciamento em 2,15% e empréstimo em 2,40% (anúncio desta quinta-feira, 30).
- O BCE destacou que a guerra no Oriente Médio elevou os preços de energia, aumentando a inflação e prejudicando o sentimento econômico.
- A autoridade monetária alertou para riscos de alta da inflação e citou o conflito entre Estados Unidos e Irã; quanto mais durar a guerra e os preços da energia, maior o impacto esperado.
- No Brasil, juros elevados na zona do euro costumam manter investidores em ativos de renda fixa de mercados mais seguros, reduzindo a atratividade de ativos emergentes.
- No Brasil, a Selic está em 14,5% ao ano, o que mantém as taxas altas comparadas a economias desenvolvidas e pode manter o país sob o escrutínio de investidores.
O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros pela sexta vez consecutiva, com decisão anunciada nesta quinta-feira, 30. A taxa de depósito ficou em 2% ao ano, a de refinanciamento em 2,15% e a de empréstimo em 2,40%. A escolha segue sinais de desaceleração econômica na região.
O BCE sinalizou que a guerra no Oriente Médio elevou os preços da energia, aumentando a inflação e prejudicando o sentimento econômico. O relatório destaca riscos persistentes de alta da inflação caso o conflito se prolongue e explique parcialmente o impacto pela elevação dos custos de energia.
Impacto para o Brasil
Com juros elevados em mercados desenvolvidos, investidores tendem a buscar ativos mais seguros da zona do euro, reduzindo a atratividade de países emergentes como o Brasil. Nesse cenário, há menor fluxo para renda fixa com maior risco e maior estabilidade aparente.
Enquanto isso, quando as economias desenvolvidas travam ciclos de juros baixos, o Brasil pode voltar ao radar de investidores em busca de retorno. No país, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, mantendo o ambiente de juros elevados em comparação com muitas referências globais.
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