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BCE mantém juros, sinaliza possível última pausa antes de alta em junho

BCE mantém taxas inalteradas e sinaliza possível aumento em junho, diante de inflação de 3% e riscos de alta para preços com crescimento fraco

Sede do BCE em Frankfurt 16/03/2023. REUTERS/Heiko Becker/File Photo
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  • O BCE manteve as taxas de juros estáveis, conforme esperado, sinalizando que pode haver alta já em junho.
  • A inflação anual subiu para 3%, acima da meta de 2%, com preço do petróleo em máximas em quatro anos devido à guerra no Irã.
  • O BCE destacou que os riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento se intensificaram, e que preços de energia altos podem sustentar a inflação.
  • As expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas, mas as de curto prazo subiram; o BCE não se compromete com uma trajetória de juros.
  • A economia da zona do euro teve pouco crescimento no primeiro trimestre, e o núcleo da inflação caiu de 2,3% para 2,2% em abril, sugerindo cautela na atuação.

O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros inalteradas nesta quinta-feira, conforme esperado, sinalizando que pode elevar os juros em junho. A decisão ocorreu em Frankfurt, com o BCE destacando preocupações crescentes com a inflação.

A inflação anual da zona do euro chegou a 3% neste mês, acima da meta de 2%. A guerra no Irã elevou os preços do petróleo, aumentando o risco de que o choque de energia se espalhe pela inflação. O BCE ressaltou que os riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento se intensificaram.

As expectativas de inflação de longo prazo permanecem ancoradas, mas horizontes mais curtos mostraram alta significativa, segundo o banco. Não há compromisso com uma trajetória de juros específica. Em 2022, o ciclo de alta foi elevado com rapidez; atualmente, há espaço para um aperto mais gradual.

Contexto e próximos passos

A economia da zona do euro teve crescimento fraco no primeiro trimestre, antes mesmo de impactos significativos da guerra. O núcleo da inflação desacelerou de 2,3% para 2,2% em abril, sugerindo impactos de segunda ordem menos robustos.

Com a inflação sob observação, o BCE adota cautela. As condições do mercado de trabalho estão enfraquecidas, as taxas já estão elevadas e o crescimento permanece próximo da estagnação, o que influencia a decisão sobre o ritmo das próximas alta de juros.

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