- O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros inalteradas, como esperado.
- A presidente Christine Lagarde disse que a decisão foi unânime, mas houve discussão longa sobre um possível aumento; a próxima avaliação ocorre na reunião de junho.
- A inflação anual chegou a 3% em abril, acima da meta de 2%, com expectativa de alta adicional devido à guerra que elevou os preços do petróleo.
- Os riscos de inflação e de crescimento se intensificaram, dependendo da continuidade da guerra e dos preços de energia.
- O núcleo da inflação desacelerou para 2,2% em abril; mercados precificavam cerca de 72 pontos-base de alta do BCE até o fim do ano.
O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros inalteradas nesta quinta-feira, 30, conforme esperado. A decisão foi anunciada após a reunião de política monetária e ocorreu apesar de sinais de inflação mais forte. Lagarde afirmou que a decisão foi unânuma e destacou a necessidade de mais dados.
A presidente do BCE disse ainda que um possível aumento foi discutido longamente entre as autoridades. A próxima reunião, em junho, será vista como o momento certo para nova avaliação do cenário econômico.
O BCE informou que os riscos de alta para a inflação e de baixa para o crescimento se intensificaram. Defesa de que, quanto mais durar a guerra e mais altos ficarem os preços da energia, maior será o impacto sobre inflação e atividade econômica.
Mercados financeiros já precificavam novos aumentos nos juros no fim deste ano, com expectativa de cerca de 72 pontos-base, ante 76 pontos-base observados anteriormente na sessão.
O núcleo da inflação, elemento-chave para medir pressões de preços, desacelerou de 2,3% para 2,2% em abril, segundo o BCE. O banco ressaltou que as expectativas de inflação de longo prazo permanecem bem ancoradas.
Enquanto o BCE decide, autoridades do Federal Reserve mantiveram a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% na decisão anunciada na quarta-feira, 29. The Federal Reserve atua de forma independente no panorama dos EUA.
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