- Beatriz Corredor afirma que a Red Eléctrica cumpriu a normativa e que o apagão foi provocado por geradoras que não cumpriram suas obrigações de controle de tensão; CNMC abriu expediências contra a REE e 55 geradoras.
- Diz que o painel de especialistas europeus não responsabiliza a REE e que a instrução evita atribuir responsabilidades à empresa.
- Afirma que até o final de março o custo da operação reforçada soma 660 milhões de euros, repercutindo para clientes do PVPC, e que as geradoras teriam se beneficiado.
- Rebate críticas sobre o painel de especialistas, alegando que não é Entso-e e que houve divergências com o relatório do governo; sustenta que alguns áudios foram filtrados eticamente questionáveis.
- Questiona o atraso do Procedimento de Operação O.7.4 desde 2000 e afirma que o apagão teve origem em comportamento anômalo de uma planta, não na programação.
Beatriz Corredor, presidentea da Redeia, afirma que a atual operação reforçada do sistema elétrico não foi responsável pelo apagão que atingiu a península Ibérica há um ano. Ela sustenta que a REE cumpriu a normativa vigente e atribui a responsabilidade aos agentes geradores que não atenderam às obrigações no dia do incidente.
A executiva rejeita a ideia de falha de programação e critica a divulgação de áudios considerados incompletos por parte de algumas empresas. Também aponta que o painel de especialistas europeus não aponta violação normativa por parte da REE e que o relatório do governo português, embora relevante, não foi utilizado como base para as ações da CNMC.
Corredor afirma que a CNMC abriu um conjunto de expedientes, incluindo 55 contra geradoras, para questões que, segundo ela, não estariam relacionadas ao apagão. Ela diz que a fiscalização reconhece que existem indícios, mas que não configuram responsabilidade direta da REE.
Posição da REE diante da CNMC
A presidentea sustenta que a REE cumpriu a normativa vigente ao longo do caso e aponta que as conclusões do painel de 50 especialistas europeus desconstroem as acusações de falha de atuação. Ela afirma que o painel, que não representa a entidade Entso-e, excluiu TSO afetados de certos grupos de decisão técnica.
Sobre o conjunto de relatórios e evidências
Corredor destaca que o relatório governamental, divulgado em junho, apontou alternativas relacionadas à programação e à tensão, mas que o painel de especialistas concluiu por valores diferentes. Ela afirma que o Ministério para a Transição Ecológica, e não apenas a CNMC, tem atribuição sobre eventuais sanções, conforme a distribuição de competências entre regulador e governo.
Custos da operação reforçada e possíveis impactos
Segundo a Executiva, os custos até março somaram cerca de 660 milhões de euros, representando em média quatro centavos por dia para clientes do PVPC. Ela sustenta que tais custos têm benefício para geradoras que teriam descumprido obrigações de controle de tensão, não para a REE.
Sobre transparência e áudios do incidente
Corredor afirma que a transparência foi mantida e que alguns áudios divulgados não refletem fielmente o que ocorreu, alegando que houve vazamentos com fins éticos questionáveis. Ela ressalta que a divulgação de tais conteúdos não deve favorecer interesses político-empresariais.
Futuro regulatório e governança
Sobre a eventual separação entre operador e transportista, a presidentea afirma que o modelo atual, adotado pela Espanha, é eficiente e neutral, evitando tanto sobreinvestimento quanto subinvestimento. Ela compara com o sistema britânico para ilustrar diferenças de desenho institucional.
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