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China busca reduzir dependência do petróleo com renováveis e carros elétricos

Cantão lidera a transição: China amplia renováveis e veículos elétricos para reduzir a dependência do petróleo

JN na China: série especial mostra Cantão, cidade que virou polo da produção de carros elétricos
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  • A China aposta em energias renováveis e em carros elétricos para depender menos do petróleo, com mais de 30 milhões de veículos elétricos em circulação, a maior frota do mundo.
  • Cantão (Guangzhou) é o polo central dessa transformação, exportando placas solares, turbinas eólicas e baterias; a cidade é apresentada como motor da transição energética.
  • As placas de veículo indicam o tipo de motor: verde para elétricos (gratuita) e azul para carros a combustão (custo de aproximadamente R$ 60 mil).
  • O país importa cerca de setenta por cento do petróleo que consome, cenário que impulsiona a estratégia de eletrificação da economia chinesa desde os anos dois mil.
  • Ainda que o avanço seja grande, a China continua dependente de carvão para geração de energia, mantendo o desafio de reduzir emissões e poluição.

O Japão não é o único país que depende de combustíveis fósseis para sustentar seu crescimento. Na China, a aposta é pela eletrificação do transporte e pelo reforço de energias renováveis. Cantão surge como símbolo dessa transformação, com foco na redução da dependência do petróleo.

Hoje, existem mais de 30 milhões de veículos elétricos circulando pelo país, o maior parque global. Em Cantão, cidade-chave no eixo industrial, o layout urbano já revela a mudança: placas verdes indicam carros elétricos, com registro gratuito para esse tipo de veículo.

Cantão

Placas verdes predominam nas ruas: para quem adquire um veículo elétrico, a certificação é gratuita. Já os modelos movidos a combustíveis fósseis recebem placas azuis e custam bastante, mostrando o incentivo governamental à eletrificação.

O investimento chinês não se resume aos carros. O país exporta soluções para a energia limpa, como placas solares, turbinas eólicas e baterias mais eficientes. A estratégia visa reduzir a vulnerabilidade externa aos choques do petróleo.

Desde o início do século, Pequim reconhece o petróleo como risco geopolítico. Em 2015, o governo oficializou a meta de depender menos de combustíveis fósseis e de acelerar a eletrificação da economia, com foco em inovação e produção doméstica.

A mudança na China também é visível no consumo energético. Embora o carvão ainda domine a matriz, há avanço de fontes renováveis e de tecnologias de armazenamento, com impactos na geopolítica mundial de energia.

Além de reduzir a exposição a famílias de altos preços de combustível, o setor de energia limpa impulsiona exportações e fortalece o papel de Cantão como polo de tecnologia e manufatura. O país ambiciona transformar o Sudeste em referência de produção sustentável.

O panorama geopolítico atual reforça o papel da China na transição energética global. Pequim aposta na combinação entre renováveis, veículos elétricos e baterias para oferecer uma alternativa ao modelo petrolado histórico, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios de emissões.

Nesta cobertura, o Jornal Nacional acompanha também a evolução de Shenzhen, que lidera a fabricação de robôs e representa outra face da revolução tecnológica chinesa que impacta o mundo.

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