- No primeiro trimestre, foram registrados quase 560 mil veículos elétricos a bateria, alta de 29,4% em relação ao mesmo período de 2024, em 15 mercados europeus.
- Em março, as vendas chegaram a mais de 240 mil unidades, com alta de 51,3% no mês.
- O crescimento ocorreu apesar de a energia permanecer cara, com queda de estoques e melhora nos tempos de venda contribuindo para o reequilíbrio do mercado.
- A consultoria aponta que consumidores parecem acelerar a transição para elétricos diante dos preços de combustível, mas questiona-se a sustentabilidade dessa mudança se os preços de energia se normalizarem.
- A associação E-Mobility Europe aponta que o aumento de vendas reduziu o consumo de petróleo em cerca de 2 milhões de barris por ano.
O mercado europeu de veículos elétricos acelerou no primeiro trimestre, impulsionado pela alta dos combustíveis. Vendas de carros elétricos a bateria chegaram a quase meio milhão, com alta de 29,4% ante o mesmo período de 2025, em 15 mercados da região. A demanda aumentou mesmo com os estoques em queda nas concessionárias.
Dados da Indicata Global apontam que a redução de estoques e a melhoria nos prazos de entrega contribuíram para o reequilíbrio do mercado. A associação E-Mobility Europe e a New Automotive confirmam o crescimento expressivo, com mais de 240 mil unidades vendidas apenas em março.
O analista Yoann Taitz, da Indicata Global, destaca que o aquecimento das compras pode estar ligado ao preço elevado dos combustíveis. Ele ressalva, porém, que a sustentabilidade dessa tendência depende da evolução dos preços da energia e da oferta de modelos.
Desempenho regional e impactos
Mercados como Alemanha, França, Bélgica, Áustria e os países nórdicos tiveram alta relevante nas vendas. Espanha e Suíça apresentaram impulso menor, conforme as medições da E-Mobility Europe. Mesmo com o desempenho positivo, a consultoria indica que o movimento pode não representar mudança estrutural de longo prazo.
Segundo as fontes, o incremento de vendas reduziu o consumo de petróleo estimado em cerca de 2 milhões de barris por ano. A relação entre preço da energia e demanda por BEV permanece sob análise, com expectativa de novos dados no segundo trimestre.
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