- Copom cortou a Selic em 0,25 ponto, indo para 14,50% ao ano, decisão unânime.
- O BC manteve tom cauteloso e não sinalizou rumo para a reunião de junho, destacando incerteza externa, especialmente o conflito no Oriente Médio.
- As projeções de inflação foram revisadas: IPCA de 2024 passou de 3,9% para 4,6% (acima do teto de 4,5%), e a inflação em quatro trimestres para o quarto trimestre de 2027 ficou em 3,5%.
- Nos EUA, o Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano; o Senado aprovou Kevin Warsh para a presidência do Fed.
- Reações do setor: Firjan diz que a trajetória de queda dos juros tem sido menor que o esperado; CNI afirma que o corte é insuficiente e aumenta o endividamento; economistas apontam cenário de possível Selic em torno de 13% ao fim do ano.
O Copom decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, em sua terceira reunião do ano. A decisão foi unânime, acompanhando o movimento de cortes recentes no cenário global. O comunicado reiterou cautela diante da incerteza externa, especialmente por conflitos no Oriente Médio.
A instituição informou que o ambiente externo influencia as projeções de inflação, elevando o IPCA deste ano para 4,6% e o acumulado de 4 trimestres até o final de 2027 para 3,5%. A próxima reunião está marcada para junho, sem sinalização clara sobre o rumo futuro da política.
No cenário internacional, o Fed manteve a taxa básica nos moldes atuais, sugerindo seriedade em manter o patamar por mais tempo. A confirmação da indicação de Kevin Warsh para presidir o Fed também foi mencionada como referência de política monetária global.
Cautela e impactos no mercado
O comunicado do BC reforçou a serenidade e a cautela na calibração da política, destacando a necessidade de assimilação de novas informações sobre os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre preços. O objetivo é manter a credibilidade da trajetória da inflação.
Analistas ouvidos pelo portal destacam que, embora haja espaço para cortes adicionais, a inflação ainda é uma variável sensível. A sinalização de continuidade de cortes de 0,25 ponto em reuniões subsequentes é vista como provável por parte do mercado.
A indústria avalia o movimento com cautela. Entidades como Firjan e CNI ressaltam que a trajetória de redução precisa de condições mais robustas na economia e no ambiente fiscal para sustentar ganhos de produtividade e competitividade.
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