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Déficit de estatais federais mais que dobra no 1º trimestre, mostra BC

Déficit de estatais federais atinge R$ 4,406 bilhões no 1º trimestre de 2026, mais que o dobro de 2025, concentrado em janeiro

— Foto: Adriano Machado/Bloomberg
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  • Déficit das estatais federais no 1º trimestre de 2026 foi de R$ 4,406 bilhões, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025 (R$ 1,743 bilhão).
  • A maior parte do déficit ocorreu em janeiro, com -R$ 3,330 bilhões; fevereiro registrou -R$ 829 milhões e março, -R$ 248 milhões.
  • Em 2025, as estatais federais tiveram prejuízo de R$ 8,5 bilhões; o fluxo de caixa atual é de déficit de cerca de R$ 700 milhões por mês, segundo o Valor.
  • Não entram na estatística Petrobras nem bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
  • Considerando as três esferas (federal, estadual e municipal), o déficit do trimestre sobe para R$ 5,906 bilhões, ante R$ 1,273 bilhão no mesmo período de 2025, com o mês de janeiro concentrando o resultado negativo de R$ 4,489 bilhões.

As estatais federais registraram déficit de 4,406 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, ante 1,743 bilhão no mesmo período de 2025. Os números, divulgados pelo Banco Central, mostram o peso da gestão de custos e ajustes operacionais em curso.

A maior parte do déficit neste trimestre ficou concentrada em janeiro, com -3,330 bilhões. Fevereiro teve -829 milhões e março, -248 milhões. Em dezembro de 2025, houve superávit de 1,155 bilhão, o que ajuda a entender o ritmo da Open Balance.

A leitura fica ainda mais complexa quando se observa o conjunto das esferas. Ao considerar estatais federais, estaduais e municipais, o déficit somou 5,906 bilhões no 1º trimestre, ante 1,273 bilhão no mesmo período de 2025. O destaque continua sendo janeiro.

As informações mostram que a diferença entre resultados de federais isoladamente e a visão agregada depende de mudanças sazonais e de desempenho setorial. O BC ressalta a necessidade de analisar dezembro de 2025 junto aos dados de início de 2026.

Distribuição por esfera

Entre as esferas, as estatais federais responderam pela maior pressão de caixa, mantendo o ritmo de impactos de ajustes operacionais. Além disso, a leitura técnica dos dados leva em conta a metodologia de cálculo inferior à linha para governos e acima da linha para o Tesouro Nacional.

Observações técnicas

Os números não incluem Petrobras nem bancos estatais públicos como Banco do Brasil e Caixa. A divulgação segue o método de variação da dívida entre as esferas, com base na nomenclatura abaixo da linha.

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