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Desemprego no 1º trimestre fica em 6,1%, menor nível já registrado

Desemprego no primeiro trimestre fica em 6,1%, menor para o período desde 2012, mas acima do quarto trimestre de 2025

Trabalhadores em deslocamento de volta para casa na região da Central do Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • Desemprego no primeiro trimestre de 2026 ficou em 6,1%, a menor taxa para um 1º trimestre desde 2012, mesmo com queda em relação ao trimestre anterior (5,1%).
  • São 6,6 milhões de pessoas em busca de emprego, alta de 1,1 milhão frente ao 4º trimestre de 2025 e queda de 13% em relação ao 1º trimestre de 2025.
  • O número de ocupados chegou a 102 milhões, 1 milhão a menos que no último trimestre de 2025, mas 1,5 milhão acima do 1º trimestre de 2025.
  • Houve características sazonais, com queda de ocupados em comércio, administração pública e serviços domésticos; nenhum setor apresentou crescimento de ocupados.
  • A informalidade ficou em 37,3% da população ocupada (38,1 milhões de informais). O total de empregados com carteira assinada no setor privado foi 39,2 milhões, e o contingente de trabalhadores por conta própria ficou em 26 milhões.

O desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O indicador é superior ao registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), mas marca a menor taxa de desocupação para um 1º trimestre desde 2012.

Na prática, 6,6 milhões de pessoas estavam buscando emprego no período, uma alta de 1,1 milhão frente ao quarto trimestre de 2025, mas ainda 13% abaixo do 1º trimestre de 2025. O total de ocupados ficou em 102 milhões, queda de 1 milhão frente ao trimestre anterior.

O IBGE alerta sobre a comparação entre meses adjacentes por causa da sobreposição de dados, e orienta usar o 4º trimestre de 2025 como referência. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro.

Comportamento sazonal e mudanças setoriais

A coordenadora Adriana Beringuy explica que o trimestre foi impactado por características sazonais típicas, com recuo no comércio e encerramento de contratos temporários em educação e saúde no setor público municipal. Nenhum dos 10 agrupamentos apresentou crescimento de ocupados.

Entre os setores, três registraram quedas significativas: comércio (-1,5%), administração pública (-2,3%) e serviços domésticos (-2,6%).

Informalidade e empregos formais

Apesar da alta da taxa de desemprego, houve queda na informalidade: 37,3% da população ocupada trabalhava sem formalização, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. No fim de 2025, a informalidade era 37,6%.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou estável em 39,2 milhões, mas houve alta anual de 1,3% (mais 504 mil). Sem carteira, o contingente no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil), para 13,3 milhões.

O total de trabalhadores por conta própria manteve-se estável no trimestre, em 26 milhões, mas houve aumento anual de 2,4% (609 mil pessoas).

Panorama agregado e comparação com outros indicadores

Pelos critérios da PNAD, desocupados são aqueles que procuraram vaga pelo menos 30 dias antes da pesquisa, com visitas a 211 mil domicílios em todo o país. A PNAD é publicada um dia após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que acompanha apenas empregos formais com carteira.

Conforme o Caged, março registrou saldo positivo de 228 mil vagas formais, elevando o total de 12 meses para ganho de 1,2 milhão de postos com carteira assinada. A leitura conjunta de ambos os indicadores oferece visão do mercado de trabalho.

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