- A taxa de desocupação ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, a menor para esse período desde o início da série, em 2012.
- O total de desocupados foi de 6,6 milhões, alta de 19,6% em relação ao trimestre anterior (mais 1,1 milhão).
- Na comparação anual, o desemprego caiu 13% (987 mil pessoas a menos).
- O total de ocupados foi 102 milhões, queda de 1,0% no trimestre, mas alta de 1,5% frente ao mesmo período do ano passado.
- A renda média aumentou para R$ 3.722 e a massa de rendimentos somou R$ 374,8 bilhões, (alta de 5,5% e 7,1% respectivamente, em relação ao ano anterior).
O desemprego subiu no trimestre até março de 2026, mas manteve-se no menor patamar histórico para o período desde o início da série. A taxa ficou em 6,1%, com 6,6 milhões de desocupados, alta de 19,6% frente ao trimestre anterior.
Apesar da variação trimestral, o número de desocupados caiu 13% na comparação anual, o que representa 987 mil pessoas a menos nessa condição.
O total de ocupados atingiu 102 milhões, queda de 1,0% no trimestre, porém alta de 1,5% ante o ano anterior, sinalizando recuperação em horizontes mais longos.
Mercado de trabalho no trimestre
A taxa de ocupação ficou em 58,2%, com queda de 0,7 ponto porcentual em relação ao trimestre anterior e alta de 0,4 ponto na comparação anual. O recuo está relacionado a ajustes sazonais do início do ano.
O IBGE aponta que o comércio, vendedores e atendentes foram segmentos com recuo de pessoal. A educação fundamental, em especial na rede pública municipal, também apresentou mudanças sazonais.
A taxa combinada de subutilização ficou em 14,3% no trimestre, subindo 0,9 ponto frente ao período anterior, mas caindo 1,6 ponto ante o mesmo trimestre do ano passado. Em números, 16,3 milhões estavam nessa condição.
Renda e informalidade
O rendimento médio habitual foi de R$ 3.722, alta de 1,6% no trimestre e 5,5% anual, atingindo novo recorde. A massa de renda totalizou R$ 374,8 bilhões, estável frente ao trimestre e 7,1% maior que há um ano.
Entre os setores que puxaram ganhos, destacam-se comércio e reparação de veículos e ações de administração pública, educação e saúde. Construção e áreas de comércio também tiveram variações relevantes na comparação anual.
A população ocupada no setor privado somou 52,4 milhões, queda de 1,0% no trimestre, mas alta de 1,1% na comparação anual. Emprego com carteira assinada ficou estável em 39,2 milhões; empregos sem carteira recuaram.
O grupo de trabalhadores por conta própria somou 26,0 milhões, estável no trimestre e com alta de 2,4% anual. A informalidade ficou em 37,3% da ocupação, caindo frente ao trimestre anterior e ao ano anterior.
A população desalentada ficou em 2,7 milhões, sem mudança no trimestre, mas recuo de 15,9% na comparação anual. O contingente fora da força de trabalho somou 66,5 milhões, estável no trimestre.
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