- A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
- A leitura é 1 ponto percentuais maior que o registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), e foi a mais alta desde maio do ano passado (6,2%), apesar de ser a menor para trimestres até março na série histórica.
- Aproximadamente 6,58 milhões de brasileiros buscavam emprego até março, alta ante o patamar de dezembro de 2025 (5,5 milhões).
- O total de trabalhadores caiu para 102 milhões, uma queda de 1% no trimestre, ainda assim 1,5% acima do mesmo trimestre móvel de 2025.
- A queda do contingente ocorreu principalmente em setores que costumam reduzir contratações no início do ano, como comércio, educação e saúde no setor público, aponta Adriana Beringuy.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O resultado mostra alta de 1 ponto percentual frente aos três meses finais de 2025, mas é o menor para o período desde o início da série histórica, em 2012.
Cerca de 6,58 milhões de brasileiros buscaram ativamente uma ocupação entre janeiro e março deste ano. O total representa aumento em relação ao fim de 2025, quando 5,5 milhões estavam nessa condição, e é inferior ao registrado no mesmo trimestre de 2025, com 7,6 milhões.
O número total de trabalhadores no país caiu 1% no trimestre, correspondendo a 1 milhão de pessoas a menos. Mesmo com a retração, a base de trabalhadores permanece 1,5% maior do que no mesmo trimestre móvel de 2025, evidenciando recuperação em comparação anual.
Desemprego tende a subir no início do ano, apontam especialistas. A divulgação aponta o fim de contratos temporários e demissões em áreas da administração pública como fatores contributivos ao aumento da busca por trabalho no início de cada ano.
Contexto metodológico
A PNAD Contínua, divulgada desde 2012, cobre todo o território nacional e acompanha a força de trabalho a partir de pessoas com 14 anos ou mais. Os dados refletem o desempenho do trimestre móvel, não de cada mês isoladamente.
Observação sobre a composição da taxa
A taxa de desemprego considera apenas quem está buscando uma colocação e está disponível para trabalhar. Indivíduos fora da força de trabalho, como estudantes ou quem se dedica exclusivamente a tarefas domésticas, não são contabilizados nesse indicador.
Sobre o estudo
Os números do IBGE são baseados na PNAD Contínua, que combina informações de domicílios para estimar o mercado de trabalho brasileiro. A leitura atual visa situar o desempenho do emprego entre janeiro e março, sem extrapolações para meses subsequentes.
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