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Desemprego sobe para 6,1% no 1º tri, renda média atinge R$ 3.722

Desemprego sobe a 6,1% no 1º tri de 2026, com 6,6 milhões desocupados, enquanto renda média atinge recorde de R$ 3.722 e massa de rendimentos avança

Foto: reprodução
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  • A taxa de desemprego ficou em 6,1% no 1º tri de 2026, segundo o IBGE, com 6,6 milhões de desempregados; alta de 1 p.p. frente ao trimestre anterior e queda de 13% ante igual período de 2025.
  • A população ocupada atingiu 102 milhões, (-1% no trimestre; +1,5% no ano).
  • A taxa de subutilização chegou a 14,3% (16,3 milhões de pessoas subutilizadas), aumento de 0,9 p.p. no trimestre e queda de 1,6 p.p. na comparação anual.
  • A informalidade ficou em 37,3% da população ocupada (38,1 milhões). O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi 39,2 milhões, estável, com alta de 1,3% no ano; contingente sem carteira recuou 2,1% no trimestre.
  • Renda média real habitual atingiu recorde de R$ 3.722,00, alta de 1,6% no trimestre e 5,5% na comparação anual; a massa de rendimentos somou R$ 374,8 bilhões, crescimento de 7,1% no ano.

O desemprego no Brasil ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, segundo dados da IBGE (PNAD Contínua). O resultado representa alta de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, mas queda de 0,9 p.p. frente ao mesmo período de 2025. Esta é a menor taxa para trimestres encerrados em março desde o início da série, em 2012.

O número de desocupados chegou a 6,6 milhões, alta de 19,6% frente ao trimestre anterior (mais 1,1 milhão). Na comparação anual, porém, houve queda de 13% (987 mil pessoas a menos).

A população ocupada somou 102 milhões, com queda de 1% no trimestre, mas avanço de 1,5% no ano. Ao mesmo tempo, a taxa de subutilização subiu para 14,3%, reflexo de desempregados, subocupados e desalentados, em alta de 0,9 p.p. no trimestre.

Desempenho da desocupação

A desocupação aumentou no trimestre, acompanhada por um recuo relativo na comparação anual. O ramo de serviços concentra grande parte da variação, com impactos observados no consumo e na demanda por empregos formais.

Subutilização e informalidade

A subutilização atingiu 16,3 milhões de pessoas no período. A informalidade mostrou leve recuo, situando 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores, segundo os dados.

O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, estável no trimestre e com alta de 1,3% no ano. Trabalhadores sem carteira recuaram 2,1% no trimestre.

Renda e massa salarial

Apesar da alta do desemprego, o rendimento médio real habitual atingiu 3.722 reais, recorde histórico. O ganho representa alta de 1,6% no trimestre e 5,5% na comparação anual. A massa de rendimentos somou 374,8 bilhões de reais, avanço de 7,1% no ano.

Panorama do mercado de trabalho

Os dados indicam um mercado de trabalho ainda resistente, com melhora anual e sinais de acomodação no curto prazo. A combinação de maior desemprego marginal e renda em alta sugere ajuste que pode influenciar consumo, inflação e decisões de política monetária em 2026.

Fontes: IBGE (PNAD Contínua) e divulgação BPMoney.

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