- A taxa de desemprego do primeiro trimestre ficou em 6,1%, ante 5,8% no trimestre móvel anterior.
- Desligamento de temporários no comércio, especialmente de vendedores, balconistas e atendentes, ajudou a elevar a taxa.
- A saída de trabalhadores da educação no começo do ano também impactou o desemprego, principalmente na educação fundamental pela esfera municipal.
- Os movimentos são sazonais e típicos do início de ano, segundo Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE.
- Os números vêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), trimestre encerrado em março.
O desemprego no Brasil subiu no primeiro trimestre, encerrado em março, para 6,1%, ante 5,8% no trimestre anterior. A leitura é da PNAD Contínua, do IBGE, que aponta queda na ocupação em alguns setores.
A explicação envolve movimentos sazonais de começo de ano. Desligamentos de trabalhadores temporários do comércio, contratados no fim do ano para o varejo de fim de ano, contribuíram para a alta da taxa.
A área de educação também ajudou a pressionar o desemprego. Ajustes de contingente pela esfera municipal, sobretudo no ensino fundamental, ocorrem tradicionalmente nos primeiros meses do ano, segundo analisou Adriana Beringuy, do IBGE.
Segundo a pesquisadora, esses efeitos sazonais costumam se repetir anualmente. O recorte de março revela que o comportamento de setores específicos, como comércio e educação, influencia a taxa de desemprego do trimestre.
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