- Distrito Federal busca empréstimo com ajuda do governo federal para cobrir prejuízos do BRB, relacionado ao Banco Master, considerado “saída final” se não houver outra solução.
- Celina Leão, Valdivino de Oliveira e o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a situação.
- A governadora pediu garantias da União em um empréstimo de 6,6 bilhões de reais via Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e solicitou audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda sem resposta.
- A reunião ocorreu após Celina afirmar que há soluções técnicas em andamento e que o BRB permanece sólido, mas sem aporte ficaríamos com risco de funcionamento ou de liquidação pelo Banco Central; privatização também é tema no radar.
- O Fundo Garantidor de Créditos sinaliza que exigiría consórcio com outros bancos para investir money; há sete imóveis oferecidos como garantia, mas avaliação pode demorar e não atrai crédito sem aval do Tesouro.
O governo do Distrito Federal busca um empréstimo com apoio do governo federal para tapar os prejuízos do BRB, após o Banco Master enfrentar problemas de caixa. A estratégia é apresentada como uma saída final para manter o BRB em funcionamento.
Nesta quinta-feira, 30, a governadora Celina Leão, o secretário de Economia Valdivino de Oliveira e o presidente do BRB Nelson Antônio de Souza reuniram-se com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da situação do banco público.
Celina Leão já havia encaminhado, dois dias antes, um ofício ao Ministério da Fazenda pedindo garantias da União para um empréstimo de 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Também pediu audiência com o presidente Lula, que ainda não respondeu.
A reunião com o Banco Central foi agendada antes do pedido de ajuda federal. Após o encontro, a governadora afirmou que as soluções técnicas estão em curso e que o BRB permanece sólido. Sem aporte do DF, o banco corre o risco de parar de funcionar.
Contexto financeiro do BRB
A chamada fórmula financeira envolve o aporte de recursos pelo DF, que enfrenta escassez de caixa e tem nota Capag C junto ao Tesouro Nacional, dificultando garantias de crédito pela União. Segundo interlocutores, o empréstimo seria o caminho principal para salvar o BRB.
O FGC sinalizou que não entrará sozinho sem garantia de um consórcio de bancos. Em meio às opções, há também imóveis oferecidos como garantia para empréstimo ou para fundos imobiliários, mas a avaliação sugere que levaria tempo e reduziria o interesse de credores sem aval do Tesouro.
Próximos passos
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que documentos do DF eram insuficientes para uma avaliação inicial. O DF enviou nova documentação solicitando os requisitos necessários para avançar. A afirmação da nota Capag não representa posição final do governo federal, que analisa caso a caso.
Entre na conversa da comunidade