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Empresas devem parar de usar humanos e delegar tarefas à IA

IA Generativa redesenha fluxos de trabalho, liberando profissionais para tarefas de alto valor e transformando estruturas organizacionais

IA Generativa tem potencial de automatizar atividades que absorvem entre 60% e 70% do tempo dos funcionários hoje
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  • A IA Generativa pode automatizar entre sessenta e setenta por cento do tempo das equipes, segundo o McKinsey Global Institute, o que amplia o potencial de redesenho organizacional.
  • IA não substitui pessoas; reduz desperdícios e libera profissionais para atividades de maior valor estratégico.
  • Agentes de IA em twenty twenty-five conseguem planejar ações, processar pagamentos, verificar fraudes e concluir operações de forma autônoma, indo além da simples automação de tarefas.
  • Áreas com ganhos comprovados: atendimento ao cliente, geração de conteúdo em marketing, desenvolvimento de software, análise de dados, triagem de contratos e planejamento/gestão de tarefas internas.
  • Recomendações: mapear atividades, reposicionar pessoas antes de reduzir quadro, medir resultados e usar IA para redesenhar fluxos de trabalho e aumentar a capacidade de resposta.

A IA Generativa surge como instrumento de redesenho organizacional, não apenas de ganho de eficiência. Empresas estão diante de um questionamento: quais atividades realmente precisam de humano? O debate envolve gestão de processos, políticas e tecnologia diante de um cenário de mudança rápida.

Segundo o McKinsey Global Institute, a IA Generativa pode automatizar entre 60% e 70% do tempo hoje dedicado a certas atividades. O avanço é maior em tarefas que exigem linguagem natural, análise e síntese de conhecimento, abrindo espaço para reorganizar funções.

Os agentes de IA, mais autônomos que as ferramentas de 2023, passam a planejar ações, processar pagamentos e coordenar operações. A diferença é que o agente executa, não apenas responde a comandos, marcando a transição para automação de processos inteiros.

Aplicações que ganham velocidade com IA

  • Atendimento ao cliente em primeiro nível: a IA aumenta resolução de problemas e reduz tempos, enquanto o humano lida com casos complexos.
  • Marketing: geração de briefs, variações de campanhas e relatórios de performance são feitos pela IA.
  • Desenvolvimento de software: ferramentas como copilotos aceleram codificação, liberando tarefas repetitivas.
  • Análise de dados e relatórios: consolidação de KPIs e cruzamento de bases ganham frequência e precisão.
  • Documentos e contratos: leitura, classificação e resumo automatizados reduzem tarefas manuais.
  • Planejamento interno: agendamentos, follow-ups e síntese de reuniões se tornam operacionais.

O desafio da transição humana

O uso da IA não é apenas cortar custos; é reposicionar profissionais para atividades que requerem julgamento e relacionamento. Competências de longo plazo garantem relevância ao homem na nova operação.

O que as empresas devem fazer agora

Mapear atividades, não cargos; identificar onde o humano agrega valor único; reposicionar antes de reduzir; medir resultados com foco no impacto. Sem isso, a IA aumenta complexidade sem real ganho.

A transformação depende de gestão da transição entre IA e pessoas, não de tecnologia isolada. A discussão sobre uso da IA continua sendo humana, com foco em redesenhar o trabalho.

Dagoberto Trento é empresário e consultor de inovação, sócio da Innoscience Consultoria.

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