- As estatais federais registraram deficit de R$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, o maior da série iniciada em 2002, em alta de 151,2% frente ao mesmo período de 2025.
- O levantamento exclui estatais financeiras (Caixa, Banco do Brasil e BNDES) e a Petrobras.
- Estatais estaduais tiveram deficit de R$ 1,5 bilhão no mesmo intervalo, também recorde na série histórica.
- O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos critica a metodologia do Banco Central, alegando que os dados não detalham receitas, custos, ativos, passivos e lucro líquido.
- O BC divulgou os números nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026; a última vez que estatais federais tiveram superávit no 1º trimestre foi em 2022, de R$ 6,6 bilhões.
As estatais federais registraram déficit recorde no 1º trimestre de 2026, segundo dados do Banco Central. O saldo negativo ficou em 4,4 bilhões de reais, o maior da série histórica iniciada em 2002, em comparação ao mesmo período do ano passado.
O resultado reforça a deterioração da parte operativa dessas empresas, excluídas estatais financeiras e também a Petrobras. O déficit avançou 151,2% ante o 1º trimestre de 2025, quando o saldo foi de 1,8 bilhão.
O Banco Central apontou que o indicador mede o déficit pela ótica da política fiscal, influenciando se o Tesouro terá que cobrir lacunas com dívida ou recursos. A metodologia não detalha receitas, custos, ativos, passivos ou lucro líquido.
Desempenho por esfera
Ao nível das estatais estaduais, o saldo ficou negativo em 1,5 bilhão de reais, o maior registrado no período. O resultado evidencia o peso das estratégias regionais de gestão de ativos e passivos, ainda sob monitoramento do governo.
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos contesta a metodologia do BC para medir a saúde financeira das estatais. A crítica é de que números contábeis não são plenamente refletidos, dificultando a leitura da real situação financeira.
A avaliação governamental também lembra que, entre janeiro e setembro de 2025, as estatais como um todo tiveram lucro de 136,3 bilhões de reais, com bancos públicos e Petrobras respondendo pela maioria dos ganhos. O restante teve resultados negativos.
Contexto adicional
Casos emblemáticos apontam para tensões setoriais. Os Correios, por exemplo, registraram prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025, mais que triplicando o déficit de 2024. O desempenho das estatais estaduais e federais continua sob acompanhamento para impactos fiscais nacionais.
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