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Executiva rompe padrões e transforma submarca em fenômeno bilionário

Jennifer Foyle levou a Aerie a alcançar US$ 2 bilhões em valor e crescimento, com foco no real; nova campanha combate IA gerada e reforça o humano

victoria (DIVULGAÇÃO)
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  • Em 2014, sob Jennifer Foyle, a marca Aerie deixou de usar retoque digital em suas modelos, desafiando os padrões da Victoria’s Secret.
  • Hoje a Aerie é uma empresa de US$ 2 bilhões e líder de crescimento da controladora American Eagle Outfitters.
  • A executiva enfrenta o desafio da Inteligência Artificial Generativa, mantendo o compromisso com o humano na nova campanha com Pamela Anderson, com o slogan “O real importa” e proibindo conteúdos gerados por algoritmos.
  • A expansão para vestuário esportivo resultou na criação da submarca Offline, responsável por um negócio de US$ 750 milhões por ano, competindo com Lululemon e Athleta.
  • A American Eagle registrou receita de US$ 3,4 bilhões em 2025, com crescimento de 2%, enquanto a Aerie teve aumento de 23% nas vendas comparáveis no último trimestre.

A executiva Jennifer Foyle reposicionou a marca Aerie em 2014, abrindo mão do retoque digital de modelos. O movimento colocou o foco no corpo real e no conforto, em vez de padrões irreais de beleza. O objetivo era ampliar o apelo da submarca da American Eagle Outfitters.

A vitória foi estratégica e financeira: hoje a Aerie vale cerca de US$ 2 bilhões e é o principal motor de crescimento da companhia. Em 2025, a American Eagle faturou US$ 3,4 bilhões, com crescimento moderado, enquanto as vendas da Aerie cresceram de forma expressiva no último trimestre.

A estratégia de mercado também se destacou pela leitura do zeitgeist: a marca ganhou a preferência da Geração Z e de mães, ao priorizar positividade corporal desde cedo. O leque de produtos se expandiu para além da lingerie, incluindo roupas de descanso e itens casuais.

Em 2016, a expansão da Aerie para o vestuário esportivo teve desdobramentos. A linha bralettes abriu caminho para a submarca Offline, voltada ao esporte, consolidando uma operação que mira lojas próprias e parcerias estratégicas.

A aposta em leggings revelou uma operação independente com faturamento anual estimado em US$ 750 milhões. A pandemia de 2020 acelerou o crescimento, ao atender a demanda por roupas confortáveis para casa, mantendo a marca bem posicionada no segmento.

IA Generativa e o novo desafio

A executiva encara agora a ascensão da Inteligência Artificial Generativa. Enquanto concorrentes exploram modelos sintéticos para reduzir custos, a Aerie reforça o compromisso com o humano no design e na comunicação.

A nova campanha, estrelada por Pamela Anderson, satiriza limitações da IA e traz o slogan O real importa, proibindo o uso de corpos gerados por algoritmos. A iniciativa reforça a defesa de conteúdos autênticos e transparentes.

A visão de Foyle se apoia na leitura de tendências de consumo e na busca por diferenciação competitiva. A executiva, que atuou na Bloomingdale’s e tem contato com executivos de marcas como Gap, continua guiando a estratégia de crescimento da Aerie.

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