- O Banco da Inglaterra afirmou, em atas e novas projeções, que o quadro mais amplo está fora do controle, pelo menos no Reino Unido, e que cortes de juros ficam fora de cogitação enquanto há incerteza no Golfo.
- A instituição indica que um aumento de juros é mais provável do que uma queda, podendo superar 5% neste ano se os preços do petróleo se mantiverem próximo do pico de 125 dólares.
- O governador Andrew Bailey destacou caminhos incertos, ressaltando o choque causado por elevação significativa de tarifas de energia e o impacto desproporcional para as famílias de menor renda.
- Mercados já esperam alta nas taxas no curto prazo, e as taxas de hipoteca de prazo fixo devem elevar em média 80 libras mensais, com mais da metade dos mutuários com rejustes de taxa nos próximos três anos.
- Embora haja sinais de resistência da economia no primeiro trimestre, o apelo é para que famílias e empresas se preparem para possíveis meses de maior custo devido ao conflito no Golfo e às suas consequências globais.
O Banco da Inglaterra manteve as taxas de juros inalteradas, destacando que o cenário global ainda foge ao controle, principalmente por tensões no Golfo e no preço do petróleo. A decisão ocorreu em meio a um ambiente de incerteza e volatilidade financeira.
Segundo as atas e novas estimativas, cortes de juros não estão em pauta. A probabilidade de uma alta, ainda que moderada, permanece maior do que a de recuos, especialmente se o petróleo se manter próximo de máximas recentes. A instituição sinaliza possibilidades condicionais.
Para o governo britânico, a prática de manter políticas estáveis visa ancorar as expectativas diante de choques energéticos e de grande magnitude. O impacto sobre famílias já é sentido, com alta de tarifas de energia e custos de vida.
O governador Andrew Bailey descreveu as circunstâncias como desafiadoras, ressaltando que o aumento acentuado de preços de energia pesa sobre quem tem menor renda. Ele citou ainda o efeito indireto sobre empréstimos e financiamentos.
Mercados já refletem a pressão, com crescimento de taxas a prazo antes de qualquer decisão adicional do banco. As taxas de hipotecas estão elevadas, pressionando pagamentos mensais de muitos imóveis fixos pela renovação.
Bailey afirmou que a força da libra não aponta para um problema específico do Reino Unido, e que a oscilação cambial não é um guia isolado para a situação. A análise leva em conta desenvolvimento do conflito e declarações sobre ele.
Apesar de sinais de resiliência econômica no primeiro trimestre, o relatório enfatiza que o bem-estar financeiro depende da evolução do impasse no Golfo. A instituição recomenda preparo para impactos de vários meses de duração.
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