- Governo anuncia Move Brasil 2 com 21,2 bilhões para renovação da frota de caminhões e condições melhores para autônomos, além de 2 bilhões para uma linha voltada a ônibus e implementos rodoviários.
- A projeção é de alavancagem de oito vezes, permitindo cerca de 16 bilhões de reais em financiamentos aos empresários.
- Do total do Move Brasil 2, 14,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional e 6,7 bilhões do BNDES, que operacionaliza o programa.
- Caminhoneiros autônomos terão carência de 12 meses, prazo de pagamento de até 10 anos e juros reduzidos; reciclar veículo antigo concessionará condições mais favoráveis.
- O ministro da Fazenda confirmou ainda um aporte de 2 bilhões ao Fundo Garantidor de Investimentos, para ampliar crédito a microempreendedores e pequenas e médias empresas, via garantias do BNDES.
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (30) dois grandes reforços à política industrial e de crédito. O Move Brasil receberá 21,2 bilhões de reais para renovação da frota de caminhões, com benefícios para autônomos, e o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) receberá 2 bilhões para ampliar crédito a micro e pequenas empresas.
O Move Brasil 2 manterá a estrutura do programa lançado no ano passado. Do total de recursos, 14,5 bilhões virão do Tesouro Nacional e 6,7 bilhões do BNDES, que operacionaliza a iniciativa. O conjunto permitirá uma alavancagem estimada de oito vezes, ampliando a capacidade de financiamento para aproximadamente 16 bilhões de reais.
Entre as mudanças, caminhoneiros autônomos terão condições mais favoráveis, com carência de 12 meses, prazo de pagamento de até 10 anos e juros menores. A linha também abrange ônibus e implementos rodoviários, com incentivos para reciclagem de veículos antigos.
Ao lado, o FGI receberá 2 bilhões para ampliar o crédito via Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac), com garantias oferecidas pelo fundo para tornar operações mais baratas. O BNDES é o operador central dessas garantias, que ampliam o acesso ao crédito.
Participaram da divulgação os ministros envolvidos na pauta econômica, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, detalhou a composição fiscal do Move Brasil 2 e as condições de maquiagem para os tomadores.
O ministro da Fazenda, Dário Durigan, confirmou o aporte ao FGI. Segundo ele, o reforço não se restringe aos caminhões e ônibus, mas também cria uma linha de crédito adicional mais ampla e não vinculada, fortalecendo o acesso a recursos para diferentes perfis de empresas.
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