- Governo federal anuncia nova fase do Desenrola para renegociação de dívidas, com foco em dívidas com juros altos.
- Dois pilares: renegociação com bancos e uso do FGTS para quitar o valor renegociado, com limite de até 20% do saldo disponível.
- Benefício destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, com descontos de juros entre 30% e 90%.
- Recursos do FGTS podem ser usados para quitar dívidas; Banco Central aponta quase 50% das famílias endividadas e comprometimento da renda em 29% em fevereiro de 2026.
- Quem aderir não poderá fazer apostas em jogos online por um ano; novos detalhes serão anunciados nos próximos dias.
O governo federal anunciou nesta sexta-feira a segunda fase do Desenrola, programa de renegociação de dívidas. O anúncio ocorreu na noite anterior, durante o Dia do Trabalho, com o presidente Lula apresentando as diretrizes iniciais. O objetivo é facilitar acordos entre devedores e bancos, com uso do FGTS para quitar parte das dívidas.
Segundo o Banco Central, quase metade das famílias brasileiras está endividada, e o comprometimento da renda atingiu 29% em fevereiro de 2026, o maior nível desde 2005. O novo Desenrola tem foco em dívidas com juros elevados, como cartão, cheque especial e crédito pessoal.
O programa foi negociado com os principais bancos do país. O devedor poderá procurar a instituição financeira para estudar opções de renegociação. Caso haja acordo, o beneficiário poderá usar o FGTS para quitar o novo valor da dívida, dentro de limite de 20% do saldo.
O público-alvo são quem tem renda mensal de até cinco salários mínimos. A iniciativa prevê descontos de juros entre 30% e 90%. O FGTS poderá ser utilizado para quitar parte da dívida renegociada, com as regras definidas, ainda sem detalhes finais.
Quem aderir ao programa terá restrições temporárias, como a proibição de apostas em jogos online por um ano. A medida visa evitar novos desequilíbrios durante o processo de renegociação, segundo o governo.
Detalhes adicionais devem ser anunciados nos próximos dias. O governo indicou que haverá acompanhamento do andamento das renegociações e de impactos na inadimplência do segmento mais vulnerável.
O pronunciamento também mencionou a proposta de redução da jornada de trabalho, com foco em avançar no tema que tramita no Congresso. A mensagem reforçou o apoio à continuidade das pautas trabalhistas, em meio a debates sobre o tema.
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